“Issues of personal, family, and national safety arise daily. Airline travelers experience frustration waiting in lines, then again at check-in points with the many questions to answer and procedures to follow. Workers in factories and high-rise buildings must undergo elaborate safety precautions in order to enter and leave the workplace. Young people in many schools must pass through metal detectors before entering buildings. These are just a few of the everyday challenges that can cumulatively increase the stress level for people of all ages”.
The Encyclopedia of Stress and Stress-Related Diseases
Ada P. Kahn
Os mais expostos
O stresse pode aparecer em qualquer idade, inclusive em crianças. É predominante entre os 20 e os 50 anos. Não existe dúvidas de que as pessoas mais expostas ao aparecimento de sintomas de stresse, são as que trabalham no sector terciário ou de serviços, com especial incidência para as carreiras liberais, como os médicos e juristas, correctores das bolsas de valores, bancários, professores e académicos.
A razão reside no contínuo atendimento das necessidades de outros que os procuram e satisfazer os seus interesses. A crise trouxe uma acentuada procura nesse tipo de actividades, e profissionais que as desenvolvem.
A atitude pessoal influencia o stresse, porque depende da forma como se reage às diversas situações diárias, e principalmente às que são contrárias à sua maneira de pensar e de agir. O comportamento de cada pessoa, criará ou não um grau de stresse alto ou baixo.
Todos vivemos em stresse. Existem pessoas que têm mais dificuldades em controlar as situações contraditórias, ou sentem-se ultrapassados pelos acontecimentos em determinados momentos, surgindo em sequência frustração e ansiedade criadoras de stresse.
Uma pessoa demasiado competitiva, ambiciosa e agressiva, com traços de personalidade que demonstram irritação, agressão, cinismo, desconfiança e ansiedade, tem de viver as emoções de forma negativa. A exposição ao stresse depende de situações de conflito que se apresentem repetidamente, quer seja a nível do trabalho, da relação afectiva e matrimonial ou social.
Síndroma de queima, burn out ou stresse contínuo pode produzir uma diminuição da capacidade de resposta do corpo. Por exemplo, um síndroma de desgaste profissional apresenta-se pela incapacidade de responder às exigências, quando estas são insistentes, levando a um estado de abatimento e indolência. Este síndrome é típico de profissões desenvolvidas fundamentalmente na área de serviços, em que o trabalhador está em contacto directo com o beneficiário do serviço, caso dos médicos, juristas, assistentes sociais, enfermeiros, trabalhadores do serviço penitenciário, etc.
Este síndrome, tem como referência um esgotamento físico e emocional grave causado pelo stresse na sua máxima expressão, e relacionado directamente com uma fadiga psíquica que se produz nas interacções sociais face às diversas rotinas laborais. As divergências entre os ideais iniciais ao iniciar as actividades, comparadas com a realidade em geral, levam a um desgaste, que no tempo conduzem ao stresse, especialmente em profissionais jovens.
O quadro sintomatológico é acompanhado de despersonalização, esgotamento emocional e baixa realização pessoal. Esta degradação na qualidade de vida do trabalhador, traduz-se em inconvenientes na organização e no serviço prestado.
Prevenção e cuidados
Como este síndrome que é o grau superior do stresse laboral, destaca como acção preventiva, que desde a empresa se fomente uma boa atmosfera laboral e espaços de dispersão comuns. Também chama a limitar a agenda diária, minimizar a burocracia, marcar objectivos partilhados e oferecer apoio psicológico, entre outros.
No plano pessoal a família, os amigos, o descanso, os desportos e o entretenimento são grandes protectores contra o stresse.
A prevenção baseia-se em evitar as rotinas e estabelecer limites entre o trabalho e a vida pessoal. Existe a necessidade de evitar relegar interesses pessoais a favor do trabalho.
À pessoa stressada há que ajudar a reorganizar os planos de vida, interesses e actividades de lazer, dando um espaço para o cuidado do “ego”, fundamental para sair dessa situação.
É fundamental estabelecer prioridades e evitar compromissos e actividades não desejadas; estar mais atento (a) aos sinais corporais, como o cansaço, sonho, descontracção, etc., e fazer exercício físico.
Se o nível de stresse é elevado, deve-se recorrer aos serviços de um profissional idóneo.
No stresse, não importa tanto o que sucede, mas o que cada pessoa interpreta com tudo o que lhe acontece. Há que não chegar à fase de esgotamento e assinale-se que uma boa forma, é fazer uma pausa em outro local, para analisar e reinterpretar as situações, alterar os comportamentos, e ligar-se ao que dá satisfação na vida, convicto (a) de que cedo o stresse será catalogado como doença laboral, fundamentalmente, pelo que merece apoio médico.
Dispor de consultórios nas empresas e dar seminários sobre o tema é um óptimo meio de ajudar as pessoas a controlar e prevenir o stresse. Está provado que os consultórios de especialistas nas empresas tem servido em mais de 50 por cento das situações para criar alterações significativas nos comportamentos dos trabalhadores e na sua forma de encarar e lutar contra o stresse.
Independente dos consultórios nos locais de trabalho, o mesmo serve à população em geral, quando localizados nas escolas e nos centros médicos dos locais de residência.
A Organização Mundial de Saúde (OMS), num estudo recente afirmou que uma em cada cinco crianças nos países ocidentais tem stresse, sendo as causas mais comuns, a separação dos pais e o excesso de obrigações escolares. Nas crianças, os problemas cardíacos aparecem em geral, dado o coração se encontrar em crescimento e resiste à sobrecarga de stresse. O mesmo não acontece com o estômago e o sistema imunológico. Assim, nas crianças, o stresse é em geral sinónimo de má digestão, constipações frequentes e todo tipo de alergias.
Bibliografia:
1. Delbert H., M.D. Meyer, "The Encyclopedia of Stress And Stress-related Diseases", 2006., ISBN: 0816059373, 438 pages. Stress is the human body's internal response to stressors--the feelings, situations, events, and other happenings that occur in our daily existence. Labeled the "epidemic of the eighties" by Time magazine (June 6, 1983), stress became recognized as the top health killer in America. According to more recent information from the American Institute of Stress, it remains a primary leading cause in medical mortalities. The second edition of The Encyclopedia of Stress and Stress-Related Diseases differs little in format from the first edition. Entries are listed alphabetically. At the end of longer entries are cross-references, bibliographic listings, and, where appropriate, organizations to contact for further information. New entries for stressors relating to technology, the workplace, aging, fear, social situations, and crime have been added. Electronic devices (including cell phones, handheld personal assistants, and messaging systems), Identity theft, Parental after-school stress (PASS), Road rage, and Terrorism are just a few of the new items found here. The entry on Dating has been expanded to include Internet dating. Avian flu, Mad-cow disease, and SARS (Severe Acute Respiratory Syndrome) are covered. Airport screening machines are discussed at length. The appendix and index have been expanded to include the new topics. Author Kahn explains, "The key to healthy living is how one adapts and copes with everyday and ongoing stressors." Every effort has been made to provide as much information as possible to assist readers in recognizing, defining, and coping with twenty-first-century stressors and stress. This concise encyclopedia is suitable for general readers and professionals working in related fields and are recommended for consumer-health collections in academic and public libraries. Ann Cohen
2. What Happy Companies Know: How the New Science of Happiness Can Change Your Company for the Better, Publisher: Prentice Hall, ISBN: 0131858572, edition 2006, 320 pages. Distinguished by optimism and honesty, a happy company has a "culture in which personal respect, appreciation, and trust become a major reason for its business success." Employees won't need to sing "kumbaya" to accomplish this, assert the authors of this persuasive and encouraging if dense guide. But promoting "happiness" may result in an innovative, collaborative company with employees who are relatively stress-free and attuned to opportunity plus, happiness will promote the bottom line.















