Os ventos da vida sopram, e cabe a cada um saber como os usar.
O vento é mau para quem vive com medo, porque para os que têm a coragem de avançar, sempre serão os primeiros a atingir as suas metas.
As pessoas encontram-se temerosas.
A desculpa para a falta de segurança no momento é a crise.
Tudo na vida é redutivo à crise, independente do dia, mês e ano.
Por certo sempre está a acontecer uma crise no mundo, e principalmente na nossa vida.
O importante é ter a consciência da necessidade de continuar a caminhar em frente.
As pessoas não entendem que uma crise é uma advertência de que algo se alterou de forma definitiva.
Quando a crise se dá, é hábito perguntar quando terá fim, na maioria das vezes na expectativa de que tudo venha a ser como antes.
As pessoas não se apercebem, muitas das vezes, na sua bela confusão mental, que nada volta ao estado anterior à crise, como diziam os romanos no axioma “status quo ante” ou em inglês "the way things were before".
As crises trazem novas situações e crescemos de forma a agir em conformidade com o novo estado.
Um adolescente adulto, (segundo as novas correntes da psicologia social, é-se considerado adolescente, até que o jovem termine a sua preparação escolar ou consiga o primeiro emprego, o que muitas das vezes acontece para desespero de todos, entre os 25 e 30 anos) que sai de casa e quer ter a sua independência e autonomia, dificilmente será de novo o filho obediente e disciplinado de antes. (os estudos demonstram que 91% dos casos se trata de um falso sonho, nunca concretizado, fazendo-o infeliz e aos pais, para os resto da vida. Apenas 30% encontram o caminho certo; 45% voltam à casa paterna e os restantes 25% entram pelos caminhos da delinquência, marginalidade, exclusão social e suicídio, dados colhidos em estudos de prestigiosas universidades, antes do inicio da crise sistémica global).
A esposa que decide trabalhar depois de anos dedicada a cuidar dos filhos e da casa, dificilmente será a mesma pessoa humilde e terna, (terminando em 77% dos casos por desfazerem os seus matrimónios e transmitindo toda essa carga negativa, em termos emocionais e valorativos aos seus filhos. Dessa enorme percentagem 93% ficam infelizes até ao final da vida, engrossando como nos Estados Unidos, a imensa fileira de mulheres sem parceiro ou famílias monoparentais, que vai a caminho de 2/3 de toda a população do país, a ponto do Presidente Barack Obama, um firme defensor da família e dos seus valores, afirmar que “os valores morais da nossa sociedade estão esfarrapados”.
A rapidez dos negócios nunca se dará ao mesmo compasso de antes.
Cada alteração na vida impõe uma nova postura, que tem de ser sustentada pela confiança, dado que amar com temor é arriscado, assim como trabalhar inquieto é fazer um acordo com o insucesso e, principalmente, viver com pavor é finar, conservando o corpo são.
Se me perguntarem se confio no governo do meu país, ainda que, seja do meu partido, ou na economia mundial, no caótico estado em que se encontra, responderei que não tenho porque crer ou não, pela simples razão, de que não preciso de nela acreditar, para viver ou ser feliz.
A felicidade é algo que está à frente do nosso nariz e que por orgulho ou cegueira não se reconhece ou não se quer ver ou admitir, e transmitmos a quem nos rodeia e aos nossos filhos se acaso os temos, esses modelos deturpados, que criarão uma cadeia helicoidal e daí crescente de amargura, tristeza, solidão, enfermidade, rancor, ódio, vingança e quejandos sentimentos.
A pessoa vale pelo que é, não pelo que sonha ser. Não importa o seu passado. Não tenha vergonha dele. Todos, temos passado. Se o seu presente demonstrar uma evolução em relação ao seu passado, sinta-se orgulhoso, é sinal de que cresceu.
Para esconder uma mentira é necessário sempre outra mentira, e mais mentiras sem fim, até o amordaçarem. Termine agora e expie, enquanto é tempo.
Se me perguntarem em que creio, direi apenas, em Deus. Passei por momentos difíceis. Reflectiram-se inabalavelmente na minha saúde. Sem me aperceber estive na linha da morte. Por este escrito a minha eterna gratidão ao Senhor Doutor Man Fei, por permanecer no mundo dos vivos. tendo dependido da sua pronta actuação e de não ter entrado em pânico, quando nesses momentos as imagens dos meus filhos passavam diante dos meus olhos, como último filme a que assistia. O meu próprio filme. A minha gratidão para o meu querido amigo António Agostinho Vaz que fez com que tudo fosse minorado. Trato de seguir a recomendação do controlo das minhas emoções. Tenho vencido esses momentos, porque sei que Ele sempre estará cerca, amparando-me e velando-me.
Sempre ajudei as pessoas, a gratidão que tenho recebido é o seu oposto, mas todavia continuo a acreditar na natureza humana.
Todos temos um sonho e acredito ainda, que, se ajudar os demais a cumprirem os seus sonhos, de igual forma, as poucas pessoas que ainda existem moralmente idóneas, irão ajudar-me a cumprir os meus.
Por fim, confio em mim. Sempre fui muito seguro no que digo e faço, o que vem desde os meus tempos de estudante do liceu, solidificado na minha amada Coimbra e na minha inesquecível Faculdade de Direito, onde pertenço, ainda que o meu umbigo seja inevitavelmente, Paris.
Sei, que apesar de poder estar cansado, no tempo certo, irei fazer, o que necessita de ser feito.
Tenho pena dos que vivem de mexericos, murmúrios, boatos, questiúnculas e toda a espécie de chicanas da vida.
Tenho pena de quem vive da mentira, tentando convencer os demais da sua esperteza, quando não passam de pobres tontos de si e da vida.
Tenho pena dos ignorantes, porque nunca saberão distinguir os conceitos que contém os mistérios belos da vida, que a deixam passar pelas mãos como areia que escorre, e que pensam ter vivido muito e acabam por ser uma simples lápide na terra com os dizeres “nasceu em... e morreu em... Passou pela vida mas nada de bom deixou.
A confiança é a melhor inoculação contra a falta de segurança e contra as inquietações.
O mundo está dominado pelo medo, e vive apavorado, tendo adoptado um novo padrão de vida onde os verdadeiros valores estão praticamente abolidos e o que importa é vencer, independente de nessa vitória se poder mata Deus, o amor, o carinho, a família e a amizade.
A vida nestes tempos de crise e cólera passou a ser uma forma de passar o tempo.
A falta de segurança que vem do tempo de criança na maioria das pessoas, é um homicídio à exultação de viver, pois o medo é o seu pior adversário.
As pessoas estão desassossegadas em demasia, e não me refiro apenas a instantes trágicos, mas ao quotidiano. Até nas ocasiões de comemoração ficam angustiadas.
No dia do casamento, muitos recém-casados não alcançam gozar dos dias mais importantes da sua vida, porque estão a pensar no passado ou inquietos, questionando se o futuro será cor-de-rosa. Só se cresce nos espinhos do matrimónio e de outras situações, simplesmente porque a vida é um risco. Cristo por analogia carregou uma coroa de espinhos e não de louros.
Se não arriscarmos setenta vezes sete, nem perdoarmos o mesmo número, a vida não terá sentido.
Nascemos para aprender, não para ensinar. Só os tolos têm pretensões de saber e tentar ensinar a vida.
Quando a pessoa é reconhecida no seu trabalho e sobe de categoria, a maioria das vezes em ao invés de se regozijar, fica muito angustiada, inquirindo-se se consegue realizar as novas funções. Esquece-se de celebrar a vitória.
Existem pais que no primeiro dia de aulas, em vez de se alegrarem pelos seus filhos começarem cada ano, uma nova etapa na sua preparação no mundo do conhecimento, não no da educação, riem tolamente sobre o mesmo ou nada fazem, ou limitam-se a tirar fotos, porque nada leram e aprenderam sobre filhos, escola e nunca fizeram com os professores planos e métodos de estudos a serem aplicados.
São isentos do sentido bíblico e social da verdadeira dimensão da família, simplesmente porque nunca a tiveram. Os filhos crescerão nesse modelo oco que transmitirão por sua vez. Serão sempre a galhofa do mundo.
Os momentos trágicos como a desilusão no amor, a perda de um familiar, o despedimento do trabalho, o problema com um filho, transformaram-se num passe para o desânimo. São apenas acidentes de percurso, para listar erros e investir mais no amor, na aprendizagem, na confiança e incentivo para com o filho.
O receio não pode ser o nosso amigo de trajecto na vida. Apenas pode ser um sinal na estrada, advertindo acerca de aproximação de local de perigo, daí que se deve acreditar e seguir adiante.
Quando os êxitos ocorrerem, comemore com muito contentamento.
Quando os reptos vierem, trabalhe árduo para os vencer. Quando as soluções se apresentarem irrealizáveis, observe o céu e recorde-se que Deus cuida de si, pense nas pessoas queridas e que sempre tem contado ao longo da sua vida por mais distantes, frias ou magoadas que possam estar, mas que todavia ainda sorriem, porque acreditam.
Fundamentalmente observe-se a si mesmo.
Não perca o amor, pode ser que de novo lhe tenha sido aberta uma porta. Entenda que se trata de mais um desafio na sua vida, agarre-o e caminhe em frente, porque depois pode ser tarde demais.
Siga adiante até atingir a meta e declarar vitória.
Nos momentos de tomada de decisões na sua vida, o que conta é ter a audácia de acreditar e lutar até ao fim.
No resto da sua vida só vão contar as decisões que o seu coração ditou, não os conselhos dos demais, que não irão estar mais na sua vida.
Recorde-se que a maioria das pessoas que considera ou declaram ser seus amigos, são amigos falsos, perversos e que querem o seu mal. Quem o possa aconselhar a resolver uma situação, veja se a aplicou ao seu próprio caso. Os estudos dizem “ Não”.
Decida e resolva por amor sempre. O que fizer por amor será aplaudido por Deus e pelos demais. O que decidir sem amor será criticado, vilipendiado e será um pária da vida.
Desculpe mesmo tendo razão, porque só o enaltece.
Seja grato, porque só o enobrece.
Reconquiste o amor porque Deus o abençoará e o seu coração agradecerá.
Desculpar, agradecer, desistir e reconquistar são verbos que devem existir no dicionário da vida sublinhados e escritos a maiúscula.



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