Mario Telò: “A presidência portuguesa da UE vai ser essencial”
Mario Telò é presidente do Instituto de Estudos Europeus da Universidade Livre de Bruxelas, um observatório fundamental sobre a política europeia. Telò é da opinião de que a União Europeia poderia dinamizar-se a partir das relações externas, uma vez que é esse o terreno em que se conseguiu um consenso e uma coesão entre os Estados membros.
As relações externas são assim centrais para pôr em marcha o processo de integração interna da União Europeia.
Sergio Cantone, EuroNews: Falando sobre a Europa no Mundo, a União Europeia tem objectivos próprios, além de ter uma projecção económica importante. No entanto, não tem uma política externa comum e isso é uma grande limitação, não é?
Mario Telò: Apesar das dificuldades internas, a União Europeia não se sai mal nesta situação de incerteza, de crise internacional grave, tanto a nível político como a nível comercial. Os últimos feitos, durante o semestre finlandês, foram em primeiro lugar o bloqueio das negociações de Doha a nível da política comercial internacional. Em segundo lugar, o fracasso da política norte-americana no Médio Oriente. Isso é muito importante. Mas, ao mesmo tempo, as dificuldades crescentes em relação à Rússia e uma parte dos vizinhos da Europa, Rússia e Turquia. Nesse ponto de vista, encontramo-nos numa nova fase, na qual os conflitos internos da União, as dificuldades, a falta de união interna são superadas mais facilmente a nível da iniciativa global, que a nivel dos contactos com os vizinhos.
EN: Faz ainda falta esse esse famoso documento, que pode ou não ser ainda chamado Constituição, para que se possa pôr ordem nas coisas?
MT: Creio que vai haver um novo tratado e a presidência alemã vai lançar um procedimento para desembocar num novo tratado, no Conselho Europeu previsto para Junho de 2007. Por outro lado, é preciso notar-se a ausência de liderança europeia nesta cerimónia. Não se vê nenhum seguimento. A Alemanha ainda não encabeçou um grupo de vanguarda que possa conduzir-nos a um tratado constitucional num tempo relativamente limitado.
EN: Mas parece-lhe que mesmo a Alemanha, que em Janeiro assume um mandato de seis meses, estaria pronta a aceitar um tratado menos pesado?
MT: As esperanças em relação à presidência alemã não podem ser exageradas. A própria Alemanha reduziu estas expectativas, por causa da data tardia das eleições presidenciais em França. Vai ter só uma semana, por isso creio vai propor, no máximo, um procedimento. A presidência portuguesa, sim, vai ser essencial, no segundo semestre de 2007. A presidência portuguesa vai ter que gerir o esboço de um novo tratado, salvando o essencial das duas primeiras partes do Tratado Constitucional.
EN: Não vão lá estar os líderes políticos que viram nascer a Constituição. Paradoxalmente, pensa que isso pode beneficiar o tratado, ou acha que vai prejudicá-lo?
MT: A Europa não tem líderes supranacionais com a mesma envergadura que antigamente. Até Miterrand, Kohl e mesmo Felipe González, havia líderes europeus de envergadura. Hoje, talvez não tenham tempo. Porquê? Porque o mal da globalização produz uma fragilização das democracias nacionais. As maiorias são frágeis e divididas e os líderes políticos têm que se preocupar mais com a política interna. O que faz com que não tenhamos líderes na Europa. Os sistemas políticos nacionais não produzem líderes europeus de envergadura.
EN: Uma espécie de rejeição do alargamento, por parte dos povos europeus, terá criado a crise da União Europeia e o fim do aspecto mais formal, que é a Constituição. O senhor está de acordo com esse ponto de vista, o alargamento é mesmo um problema?
MT: Este debate tem dois pontos de vista extremos. De um lado, estão os que dizem que o problema não existe, e é preciso avançar com o alargamento, qualquer alargamento é bom. A posição oposta é a de congelar o dossiê Turquia e mandar mensagens claras sobre a impossibilidade da União Europeia em absorver novos Estados membros, sob pena de agravar o défice democrático.
Penso que é preciso trabalhar numa posição média. Na verdade, é absurdo ignorar que os resultados dos referendos francês e holandês devem-se ao facto de os cidadãos nunca terem sido chamados a pronunciar-se sobre um alargamento que se desenrolou a uma velocidade extraoridinária. É preciso digerir o alargamento actual e o primeiro-ministro finlandês falou de uma fase de consolidação. Pode haver novos alargamentos, dentro de dez, quinze anos. É preciso uma fase de consolidação, durante a qual a Europa, mesmo no estado actual, mas sobretudo com um ministro dos Negócios Estrangeiros, deve gerir o papel internacional.
O que é realista é tentar reforçar a região europeia. Os Estados-membros e o espaço em redor da União europeia. Quinhentos milhões de cidadãos europeus e, à volta deles, quinhentos milhões de vizinhos. Isto incluindo a Turquia. É um quadro no qual as políticas comuns não só são possíveis ao nível comercial, como também ao nível da estabilização. Penso que é nesta dimensão que temos de nos situar, no quadro de um mundo globalizado que, se não for estrututrado, se arrisca a provocar crises internas de democracia, no seio dos próprios países da União Europeia.
“La política exterior dinamizará el proceso de construcción europea”, Mario Telò
Mario Telò es presidente del Instituto de Estudios Europeos de la Universidad Libre de Bruselas. Un observatorio fundamental sobre la política europea. Telò opina que la UE podría dinamizarse a partir de sus relaciones exteriores, ya que en ese terreno donde se ha logrado un consenso y una cohesión entre los estados miembros. En otras palabras, las relaciones exteriores serían ese motor que se necesita para poner en marcha el proceso de integración de la Unión Europea.
EuroNews: Hablando sobre Europa en el mundo, la Unión Europea posee objetivos propios, además de una proyección económica importante. Sin embargo no posee una política exterior común y eso es una gran limitación. ¿no es cierto?
Mario Telò: Pese a las dificultades internas, la Unión Europea sale airosa de la situación de incertidumbre, de crisis internacional grave, tanto a nivel político como a nivel comercial. Los últimos hechos durante el semestre finlandés han sido en primer lugar el bloqueo de las negociaciones de Doha a nivel de la política comercial internacional. En segundo lugar, el fracaso de la política estadounidense en Oriente Medio. Eso es muy importante. Pero al mismo tiempo, las dificultades crecientes en torno a Rusia y una parte de los vecinos de Europa: Rusia y Turquía. Desde este punto de vista, nos encontramos en una nueva fase, en la cual los conflictos internos de la Unión, sus dificultades, la desunión, se superan más fácilmente a nivel de la iniciativa global externa, que a nivel de los contactos con los vecinos.
EuroNews: ¿Haría falta por lo tanto ese famoso documento, si es que acaso se le puede seguir llamando “Constitución”, para se pueda poner orden?
Mario Telò: Creo que habrá un nuevo tratado y que la presidencia alemana va a lanzar un procedimiento para desembocar en un nuevo tratado en el Consejo Europeo previsto para junio de 2007. Por otro lado, tal vez pueda tomarse acta del hecho de la ausencia de liderazgo europeo en esta ceremonia. Y no hemos visto el surgimiento de una vanguardia. Alemania no ha encabezado aún un grupo de vanguardia que pudiera conducirnos a un tratado constitucional en un tiempo relativamente limitado.
EuroNews: Pero parecería que incluso Alemania, que pronto presidirá la Unión a partir de enero, estaría lista para aceptar finalmente un tratado menos pesado?
Mario Telò: No podemos exigir demasiado a la presidencia alemana. La propia Alemania ha tenido que rebajar sus expectativas. Sencillamente porque el gobierno germano sufrirá un bloqueo ocasionado por la fecha tardía de las elecciones presidenciales francesas. Apenas tendrá una semana efectiva. No creo que pueda elaborar más de un procedimiento. La etapa esencial será durante la presidencia portuguesa, que podría preparar el borrador de un nuevo tratado, en el que se salve lo esencial de la primera y segunda parte del tratado constitucional.
EuroNews: Ya no estarán presentes los líderes políticos que vieron nacer la constitución. ¿Piensa usted que esa circunstancia será benéfica para el tratado, o más bien estima que puede resultar perjudicial?
Mario Telò: Europa no posee líderes supranacionales de la misma envergadura que en el pasado. Hasta la época de Mitterrand, de Kohl, incluso de González, había verdaderos estadistas europeos. Hoy tal vez los jefes de gobierno ya no tienen tiempo. ¿Por qué? Porque los imperativos de la globalización producen una fragilización de las democracias nacionales. La mayoría son frágiles, divididas y los líderes políticos están acaparados por la política interior, por las prioridades de la política interior. Esa situación hace que no tengamos líderes europeos de envergadura.
EuroNews: Una suerte de rechazo por parte de los pueblos europeos hacia la ampliación habría creado una crisis de la Unión Europea y por lo tanto el fin de su aspecto más formal o sea la constitución. ¿Está usted de acuerdo con este punto de vista, es que la ampliación es realmente un problema?
Mario Telò: Este debate presenta dos puntos de vista extremos. Por un lado los que dicen que el problema no existe, que hay que avanzar hacia la ampliación, que toda ampliación es positiva. La postura opuesta es la de congelar el contencioso de Turquía y dar mensajes claros sobre la imposibilidad de la Unión Europea de absorber a nuevos estados miembros, sopena de agravar el déficit democrático. A mi me parece que convendría trabajar sobre una posición intermedia.
Efectivamente es absurdo ignorar que los plebiscitos francés y holandés han sido provocados por le hecho de que los ciudadanos nunca fueron convocados a expresar realmente su opinión sobre una ampliación comunitaria que se quiere realizar a una velocidad extraordinaria. Así que, en efecto, hay que digerir de alguna manera la ampliación. El primer ministro finlandés ha hablado más bien de una fase de consolidación. Nuevas ampliaciones podrían tener lugar dentro de diez años, o sea dentro de una fase en la que la Unión Europea pueda, con las instituciones actuales, o incluso también con un ministro de asuntos exteriores propio, llevar a cabo esa vocación internacional. Lo realista es reforzar la región europea: o sea los estados miembros y el espacio alrededor de la Unión Europea. Son 500 millones de ciudadanos europeos y alrededor otros 500 millones de vecinos. Eso es, incluyendo a Turquía, un marco en el cual las políticas comunes son posibles, no sólo a nivel comercial, sino también a nivel de acciones de estabilización. Pienso que esa es la verdadera dimensión para situarse en el marco de un mundo globalizado, que si no está estructurado, puede provocar crisis en la democracia interna de los propios estados miembros de la Unión Europea.
Overview of Europe's future
Mario Telò is the head of the Centre for the Study of Politics in Europe at the Université Libre de Bruxelles. A major focus of his department's work is European Integration. Professor Telò believes that foreign policy is a vital element for the cohesion of the European Union's member states. He spoke to Sergio Cantone, EuroNews' Brussels Correspondent:
EuroNews: Professor Telò, welcome to EuroNews. In terms of Europe's position in the world, the EU has clear policies on areas like economics, but not really an overall policy on foreign relations; isn't that the case?
Mario Telò: In spite of internal difficulties, the European Union is not doing too badly in these uncertain times, with very serious international crises, political as well at economic, during the period when Finland has held the rotating presidency of the EU, first there's been the lack of progress in the Doha round of international trade negotiations, and secondly the failure of US policy in the Middle East. The European Union is playing a political role, for the first time, in the Middle East,which is very important, but at the same time, the difficulties have increased with Russia and with Europe's neighbours, Turkey and Russia. So, from this point of view, we are in a new phase, in which the EU's internal conflicts, the internal lack of unity, is less of a problem in terms of world initiatives than it is with regards to its relations with its neighbours.
EuroNews: So what about the EU constitution, or whatever we call whatever might replace it; is there any possibility of coming up with something?
Mario Telò: I believe there will be a new constitutional treaty and that when Germany takes over the presidency of the EU, they will launch moves leading to a new treaty for the European Council in June 2007. On the other hand, perhaps you have to take into account the lack of European leadership in this area. That just hasn't emerged. Germany did not take the leadership of a group to come up with a constitutional treaty in a timely way.
EuroNews: But it would seem that even Germany - which is due to take over the EU presidency for six months from January - might be prepared to accept a scaled down version of a constitutional treaty?
Mario Telò: We can't expect too much from the German presidency. Germany itself has lowered expectations. That's because it will have to wait until after the presidential elections in France. It will have only one week. Therefore, I think that it will put forward only one procedure. Which means that the Portuguese presidency, in the second half of 2007, will be essential. The Portuguese presidency will have to manage what could be the draft of a new constitutional treaty, conserving the essentials of the first and second parts of the original constitutional treaty.
EuroNews: The political leaders who oversaw the creation of the constitution aren't going to be around any more. Do you think that will be beneficial for the treaty or will it work against it?
Mario Telò: Europe does not have the kind of supranationalist leaders it did, up until, say France's Francois Mitterrand, Germany's Helmet Kohl, Spain's Felipe González. Today, perhaps, they don't have time. Why? Because globalisation makes national democracies fragile. They have fragile majorities, there are divisions and the political leaders are preoccupied with domestic policy, domestic policy is their priority. The result is that we don't have a leader in Europe. The national political systems do not produce big European leaders.
EuroNews: A kind of rejection of the expansion of the EU by the people of Europe created the crisis particularly over the constitution. Do you agree that is the problem, the idea of more countries joining the EU?
Mario Telò: This debate creates two extreme view points. On one side there are those who say the problem doesn't exist, that we need to move towards expansion, that any expansion is good. The opposite extreme position is that we should freeze Turkey's membership application and send out a clear message that it's impossible for the European Union to absorb new members, at the risk of making the democratic deficit worse( such as shortfalls in democratic rule of law).
In my opinion, it is necessary to work on a middle position. Indeed, it is absurd to ignore the fact that the French or Dutch referendum outcomes were because those countries' citizens had never been given an opportunity to express their views on the swift speed of the EU expansion. Therefore, what's needed is to digest the current EU expansion and the Finnish Prime Minister has talked about a phase of consolidation. There could be further expansion in 10 years, 15 years. Therefore, there'd be a phase of consolidation within which the European Union can, in its current state, but also with a Foreign Minister, manage its international role.
The realistic thing to do would be to try to reinforce the European region, that is the member states and the area around the European Union. 500 million European citizens, and around 500 million neighbours. And that is, including Turkey, where common policies are possible, not only for trade but also for action on stability. I think that is a real approach within the world of globalisation and if it is not done then there is a risk of democratic crises in the European Union countries themselves.
Il rilancio dell'Ue partirà dalle relazioni esterne: lo sostiene il professor Mario Telò
Mario Telò è presidente dell'Istituto degli Studi Europei dell'Università Libera di Bruxelles. Un osservatorio importante sulla politica europea. Il profossor Telò pensa che l'Unione europea potrà essere rilanciata partendo dalle relazioni esterne, visto che è in questo campo che ha saputo trovare ultimamente una coesione tra i Paesi membri.
EuroNews: Parlando dell'Europa nel mondo, l5;Ue ha valori che le sono propri e una propulsione economica importante. Ma come spesso si dice non ha una politica estera e questo è il suo grand elimite: è ancora così?
Mario Telò: Nonostante le difficoltà interne, l'Unione europea non se la cava male nella situazione di incertezza, di crisi internazionale molto grave, sia a livello politico sia commerciale, di cui gli ultimi risultati nel semestre finlandese sono stati prima lo stop ai negoziati di Doha per la politica commerciale internazionale, e poi il fallimento della politica americana in Medio Oriente. Ma allo stesso tempo, le crescenti dififcoltà con la Russia e una parte dei Paesi vicini come la Turchia. Da questo punto di vista, siamo entrati in una fase nuova, nella quale i conflitti interni all'Unione, le difficoltà, le divisioni interne, saranno superate più facilmente attraverso un'iniziativa globale che non a livello di contatti con i singoli vicini.
EuroNews: C'è dunque bisogno di questo famoso documento, se lo possiamo ancora chiamare Costituzione anche se forse non si chiamerà più così, perché si possa rimettere ordine?
Mario Telò: Io credo che si arriverà a un nuovo trattato e che la presidenza tedesca lancerà una nuova procedura che porterà a un nuovo trattato al Consiglio europeo previsto a giugno del 2007. D'altra parte non si può che prendere atto dell'assenza di una leadership europea in questo ambito. E non se ne vede l'arrivo nemmeno. La Germania non ha preso la leadership di un gruppo all'avanguardia che potrebbe portare a un trattato costituzionale in tempi relativamente brevi.
EuroNews: Ma sembrerebbe che la stessa Germania, che presto assumerà la presidenza della Ue per sei mesi a partire da gennaio, sia pronta ad accettare finalmente un trattato meno pesante?
Mario Telò: Le attese nei confronti della presidenza tedesca non possono essere troppo alte. La Germania stessa ha frenato le aspettative. Sarà infatti bloccata dalla data delle elezioni presidenziali in Francia e avrà a disposizione soltanto una settimana. Dunque credo che proporrà una sola procedura. Ciò che sarà fondamentale è la presidenza portoghese, che nel secondo semestre del 2007 dovrà gestire la bozza di un nuovo trattato salvando l'essenziale della prima e della seconda parte del trattato costituzionale.
EuroNews: Non ci saranno più i leader politici che hanno visto nascere la Costituzione, paradossalmente pensa che questo potrebbe fare del bene al trattato o pensa che potrebbe danneggiarlo?
Mario Telò: L'Europa non ha leader sovranazionali della stessa portata di quelli del passato. Fino a Mitterrand, Kohl c'erano per lo meno, ma anche con Gonzalez, dei leader europei forti. Oggi, forse, quelli attuali non ne hanno il tempo. Perché il malessere della globalizzazione causa fragilità alle democrazie nazionali. La maggior parte sono fragili, divise e i leader poliitici sono impegnati sul fronte interno. Risultato: non ci sono più leader a livello europeo. I sistemi politici nazionali non ne consentono la nascita.
EuroNews: Una specie di rifiuto da parte dei popoli europei verso l'allargamento avrebbe creato la crisi dell'Ue e quindi avrebbe portato alla fine del suo aspetto più formale, che è la Costituzione. E' d'accordo con questo punto di vista, cioè che l'allargamento è davvero un problema?
Mario Telò: Questo dibattito presenta due punti di vista estremi. Da un lato, ci sono quelli che dicono che il problema non esiste, che bisogna proseguire con l'allargamento e che qualsiasi allargamento è positivo.
In una posizione opposta, ci sono quelli che vogliono bloccare il dossier Turchia e dare messaggi chiari sull'impossibilità per l'Unione di assorbire nuovi stati membri, a meno di non pagare uno scotto democratico. A mio avviso, bisogna lavorare per una posizione intermedia. In effetti, è assurdo ignorare che l'esito dei referendum sulla costitutzione in Francia e in Olanda,sono stati causati dal fatto che i cittadini non sono mai stati chiamati a esprimersi effettivamente su un allargamento che è avvenuto molto velocemente.
Quindi credo che il processo di espansione debba essere guidato e il primo ministro finlandese ha parlato piuttosto di una fase di consolidamento. Nuovi ingressi potrebbero avvenire tra 10, 15 anni. Una fase di consolidamento in un quadro in cui l'Unione europea con un ministro degli Esteri possa, anche allo stato attuale, avere un ruolo internazionale. Quello che è realistico tentare è cercare di rafforzare la regione europea: gli stati membri e lo spazio intorno all'Unione. 500 millioni di cittadini europei e attorno a loro 500 milioni di vicini. E questo, compresa la Turchia, in un quadro in cui politiche comuni siano possibili non soltanto a livello commerciale ma anche nelle azioni di stabilizzazione. Io penso che questa sia la dimensione in cui ci si possa posizionare in un mondo così globalizzato che, se non è strutturato, rischia di provocare crisi nelle democrazie all'interno dei Paesi stessi dell'Unione.
Mario Telò : “Il n'y a plus de leaders d'envergure européenne”
Mario Telò est président de l'Institut d'Etudes Européennes de l'Université libre de Bruxelles : un observatoire fondamental sur la politique européenne. Mario Telò pense que l'Union européenne pourra être relancée en partant de ses relations extérieures, car c'est dans ce domaine qu'elle a su le mieux montrer la cohésion de ses Etats membres. Les relations extérieures deviennent donc centrales pour faire fonctionner tout processus d'intégration interne à l'union.
Euronews : Professeur Telò, bienvenue sur Euronews ; quand on parle de l'Europe dans le monde, on voit que l'Union européenne a des valeurs qui lui sont propres : elle est un géant économique mondial mais un nain en matière de politique étrangère. C'est un frein énorme : cette situation se vérifie-t-elle encore aujourd'hui ?
Mario Telò: Malgré les difficultés internes, l'Union européenne ne s'en tire pas mal dans la situation d'incertitude, et de crise internationale très grave, tant au niveau politique que commercial. Les derniers résultats de cette crise, pendant le semestre finlandais, ont été en premier l'arrêt : le blocage des négociations de Doha au niveau de la politique commerciale internationale, et deuxièmement l'échec de la politique américaine au Moyen-Orient. L'Union européenne joue un rôle politique pour la première fois au Moyen-Orient. C'est donc très important. Mais en même temps, elle a des difficultés accrues avec la Russie et une partie des voisins de l'Europe, la Turquie et la Russie. De ce point de vue donc, nous sommes dans une phase nouvelle, dans laquelle les conflits internes à l'Union, les difficultés, la désunion interne est plus facilement surmontée au niveau de l'initiative globale qu'au niveau des contacts avec les voisins.
Euronews : Il faut donc valider ce fameux document de la Constitution, même si il ne s'appellera peut-être plus comme ça - pour qu'on puisse remettre de l'ordre ?
Mario Teló : Je crois qu'on aura un nouveau traité et que la présidence allemande va lancer une procédure pour aboutir au nouveau traité au moment du Conseil européen prévu pour juin 2007. D'autre part, on peut peut-être prendre acte du fait de l'absence de leadership européen dans ce domaine. On n'a pas vu l'émergence d'une avant-garde. L'Allemagne n'a pas pris le leadership d'un groupe d'avant-garde pouvant amener à un traité constitutionnel dans un temps relativement limité.
Euronews : Il semble que même l'Allemagne, qui bientôt présidera l'Union pendant six mois à partir du mois de janvier, est prête à accepter finalement un traité un peu plus simplifié.
Mario Teló : Les attentes vis-à-vis de la présidence allemande ne peuvent pas être trop poussées. L'Allemagne elle-même a diminué ces attentes. Parce qu'elle sera bloquée par la date tardive des élections présidentielles en France. Elle ne disposera que d'une seule semaine. Donc, je pense qu'elle ne proposera qu'une procédure. Ce qui sera essentiel sera la présidence portugaise, le deuxième semestre 2007. La présidence portugaise devra gérer ce que pourrait être le brouillon d'un nouveau traité, sauvant l'essentiel de la première et de la deuxième partie du traité constitutionnel.
Euronews : Il n'y aura plus les leaders politiques qui on vu naître la constitution. Paradoxalement, pensez-vous que cela pourrait bénéficier au traité ou est-ce que vous pensez que cela pourrait lui nuire ?
Mario Teló : L'Europe n'a pas de leaders supranationaux de la même envergure (qu'auparavant). Même je dirais jusqu'à Mitterrand, Kohl on avait quand même, avec aussi Gonzalez, des leaders européens d'envergure. Aujourd'hui, peut-être, ils n'ont pas le temps. Pourquoi? Parce que le malaise de la globalisation produit une fragilisation des démocraties nationales. Les majorités sont fragiles, divisées et les leaders politiques sont pris par la politique intérieure, par les priorités de la politique intérieure. Ce qui fait qu'on n'a pas de leader en Europe. Les systèmes politiques nationaux ne produisent pas de leaders européens d'envergure.
Euronews : Une sorte de rejet de la part des peuples européens envers l'élargissement aurait créé la crise de l'Union européenne et donc la fin de son aspect le plus formel qui est la constitution. Êtes-vous d'accord avec ce point de vue là, est-ce que l'élargissement est vraiment un problème ?
Mario Teló : Ce débat présente deux points de vue extrêmes. D'un côté ceux qui disent : le problème n'existe pas, il faut avancer vers l'élargissement, tout élargissement est bon. La position extrême opposée est celle de geler le dossier Turquie et donner des messages clairs sur l'impossibilité de l'Union européenne d'absorber de nouveaux Etats membres, sous peine d'aggraver le déficit démocratique. A mon avis, il faut travailler sur une position médiane. En effet, c'est absurde d'ignorer le fait que les référendums français ou hollandais ont été provoqués par le fait que les citoyens n'ont jamais été appelés à exprimer effectivement leur avis sur un élargissement (survenu) à une vitesse extraordinaire. Donc, effectivement, il faut un peu digérer l'élargissement actuel et le Premier ministre finlandais a parlé plutôt d'une phase de consolidation. De nouveaux élargissements pourraient intervenir dans dix ans, quinze ans. Donc, une phase de consolidation dans un cadre dans lequel l'Union européenne peut, même à l'état actuel, mais aussi avec un ministre des affaires étrangères, gérer ce rôle international. Ce qui est réaliste, c'est d'essayer de renforcer la région européenne: les états membres et l'espace autour de l'Union européenne. 500 millions de citoyens européens, et autour d'eux, 500 millions de voisins. Et ça c'est, y compris la Turquie, un cadre dans lequel des politiques communes sont possibles non seulement au niveau commercial mais aussi au niveau des actions de stabilisation. Je pense que c'est la véritable dimension pour se situer dans le cadre d'un monde globalisé qui, s'il n'est pas structuré, risque de provoquer des crises de la démocratie interne aux pays de l'Union européenne elle-même.
Europa kann durch die Defintion seiner gemeinsamen Aussenpolitik mehr Profil gewinnen
Das glaubt Mario Telò, Vorsitzender des Institutes für Europa-Studien an der Freien Universität Brüssel. Als Experte für Fragen des europäischen Integrationsprozesses, sieht er die Außenpolitik der Union als zentralen Faktor für die Stärkung des Zusammenhalts in der EU. EuroNews-Korrespondent Sergio Cantone sprach mit Professor Telo in Brüssel.
EuroNews: Professor Telo, willkommen bei EuroNews. Trifft das Klischee noch zu, wonach Europa zwar über eigene Werte verfügt und einen bedeutenden Wirtschaftsraum, aber über immer noch keine gemeinsame Außenpolitik?
Mario Telò: Trotz interner Schwierigkeiten, steht die Union in der momentanen Situation der allgemeinen Unsicherheit gar nicht so schlecht da. Sowohl im politischen als auch im wirtschaftlichen Sinn können wir von einer Krise sprechen. Die letzten Entwicklungen unter der finnischen Ratspräsidentschaft haben das gezeigt. Ich denke da an das Stocken der Doha-Verhandlungen im Bereich der internationalen Handelspolitik oder an das Scheitern der US-Politik im Nahen Osten. Europa hingegen spielt dort eine gewichtige Rolle, was für seine Außenpolitik von großer Bedeutung ist. Im selben Moment aber nehmen die Probleme mit seinen Nachbarn, wie Russland oder der Türkei, zu. Es hat also ein neuer Abschnitt begonnen. Interne Spannungen und Konflikte werden durch globale Initiativen leichter überwunden, als durch engere Kontakte mit den eigenen Nachbarn.
EuroNews:
Brauchen wir also die berühmt-berüchtigte Verfassung, um für etwas Ordnung zu sorgen?
Mario Telò:
Ich glaube, es wird ein neues Vertragswerk vorgelegt werden und ich glaube auch, dass Deutschland unter seiner Ratspräsidentschaft einen Plan zum neuen Vorgehen in der Frage vorstellen wird. Gleichzeitig fehlt in der Frage eine Führungskraft, eine Avantgarde, die den Weg vorgibt. Auch Deutschland hat diese Rolle einer treibenden Kraft, die in absehbarer Zeit eine überarbeitete Verfassung vorlegt, nicht angenommen.
EuroNews:
Trotzdem wäre doch auch Deutschland, das ab 1.Januar sechs Monate lang den Ratsvorsitz halten wird, mittlerweile bereit eine abgeschwächtere Form der Verfassung zu akzeptieren...
Mario Telò:
Von der deutschen EU-Ratspräsidentschaft sollte man sich nicht zu viel versprechen. Deutschland selbst hat versucht, die Erwartungshaltung im Vorfeld zu bremsen. Berlin muss auf den Ausgang der französischen Präsidentschaftswahlen warten. Wenn Frankreichs Präsident dann im Amt sein wird, bleibt Deutschland nur noch eine Woche als EU-Ratsvorsitzender. Eine neue Prozedur wird Deutschland also nicht vorschlagen, da bin ich sicher. Von besonderer Bedeutung in diesem Zusammenhang wird die Ratspräsidentschaft Portugals in der zweiten Jahreshälfte sein. Unter dieser könnte möglicherweise ein neuer Entwurf zur EU-Verfassung vorgelegt werden.
EuroNews:
Kann es von Vorteil für den Text sein, dass die Väter des Projektes nicht mehr in ihren Ämtern sein werden, wenn die Verfassung zustande kommt?
Mario Telò:
Europa hat nicht mehr die supranationalen Integrationsfiguren wie früher. Mitterrand, Kohl, Gonzalez, das waren solche Figuren, die es aber heute einfach nicht mehr gibt. Der Grund hierfür ist meines Erachtens, dass die Globalisierung die Demokratien der Nationalstaaten schwächt. Das Ergebnis sind brüchige Mehrheitsverhältnisse, in sich gespaltene Koalitionen und die Fixiertheit der politischen Führung auf die Innenpolitik. Es gibt keinen starken Mann in Europa. Die politischen Systeme der Staaten produzieren solche Persönlichkeiten nicht, oder vielleicht sollten wir sagen nicht mehr.
EuroNews: Man sagt, die EU-Erweiterung habe zur Krise in der EU geführt und dies habe sich in der Ablehnung der Verfassung ausgedrückt. Stimmen Sie damit überein, ist die Erweiterung wirklich ein Problem?
Mario Telò: Ich denke, bei dieser Debatte stoßen zwei extreme Positionen aufeinander. Zum einen gibt es die, die sagen, jegliche Erweiterung ist gut und man muss weiter unbeirrt an der Aufnahme neuer Mitglieder arbeiten. Zum anderen sind da die, die alles stoppen wollen, die die Verhandlungen mit der Türkei ad acta legen wollen. Sie sagen, es geht nicht mehr, wir können niemanden mehr aufnehmen.
Ich denke, die Wahrheit liegt irgendwo in der Mitte zwischen den beiden Positionen. Man sollte hierbei nicht die Tatsache ignorieren, dass die Ergebnisse der Referenden in Frankreich und den Niederlanden auch dadurch provoziert wurden, dass man die Bürger nie zu ihrer Meinung zur EU-Erweiterung befragt hat. Jetzt ist also Vorsicht geboten, wir sollten die letzte Erweiterungsrunde gewissermaßen erst einmal sacken lassen. Deswegen hat der finnische Ministerpräsident ja auch von einer Konsolidierungsphase gesprochen. Neue Erweiterungsrunden sollten in zehn, fünfzehn Jahren stattfinden.
In der Zwischenzeit gilt es, die internationale Rolle der EU zu konsolidieren, mit einem europäischen Außenminister. Was realistisch ist, ist die gesamte Region und ihre Umgebung zu stärken. 500 Millionen EU-Bürger und 500 Millionen Nachbarn, die Türkei ist hierbei eingeschlossen - das ist ein Rahmen, in dem eine gemeinsame Politik nicht nur in wirtschaftlicher Hinsicht Sinn macht, sondern auch bezüglich einer weiteren politischen Stabilisierung der gesamten Region. In einer globalisierten Welt ist dies meiner Ansicht nach unabdingbar. Wenn die EU diesen Weg nicht geht, sind neue Konflikte und Spannungen vorprogrammiert.
EuroNews: Professor Telò, vielen Dank für das Gespräch.
















