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História do Direito Português XXII

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Publicação e início da vigência da lei

Surgiram no séc. XIX importantes alterações a respeito da publicação dos diplomas legais. A publicidade tornou-se mais eficaz quando, em 1824, se outorgou à Régia Oficina Tipográfica de Lisboa o exclusivo da impressão dos textos legais, ao mesmo tempo que se estabelecia nos correios um centro de distribuição e envio das leis.

Porém o facto decisivo da reforma do sistema da publicação dos diplomas legais deu-se em 1833. Extinta a velha Chancelaria-Mor do Reino, determinou-se a publicação das leis no “Periódico Oficial do Governo”.

A criação do novo método de publicar as leis na folha oficial, proporcionou uma difusão mais rápida e segura das normas legais em todo o país. Todavia, os prazos de vacatio legis contidos nas Ordenações, mantiveram-se até 1841.

O lapso de tempo que mediava entre a publicação das leis e a sua entrada em vigor foi consideravelmente reduzida, fixando-se três prazos. Após a publicação as leis tornavam-se obrigatórias:

  1. Em Lisboa e seu termo, passados três dias
  2. Nas demais terras do reino, passados quinze dias
  3. Nas ilhas adjacentes, passados oito dias depois da chegada da primeira embarcação que levasse a participação oficial do diploma.
  4. As Codificações
  5. Aspectos introdutórios
    Durante o séc. XIX, mas já com precedentes desde os meados do séc. XVIII, a Europa assiste a um movimento codificador generalizado, traduzidos na elaboração de amplos corpos legislativos unitários, obedecendo a uma orgânica mais ou menos científica e que condensavam, autonomamente, as normas relativas aos ramos básicos de direito, já então individualizados.

    O processo mostra-se complexo mas as suas determinantes (filosóficas, ideológicas, políticas, económicas e sociais e metodológicas) variam até com aspectos contraditórios.

    Embora o movimento revele denominadores comuns, é preciso não esquecer as condicionantes específicas que este conheceu a respeito dos vários ramos do Direito. Há famílias e gerações de Códigos. Importa salientar, no campo civilístico, duas orientações, formal e substancialmente diferenciadas, cujos paradigmas se distanciam cerca de um século: a Código Civil Francês (1804) e Alemão (1900).

    Os Códigos modernos, são fundamentalmente inovadores, propõem-se realizar uma verdadeira transformação jurídica, com o escopo da modernização, progresso e felicidade dos povos. Dito de outro modo, em vez de pura síntese do direito do passado, manifesta-se uma profunda intenção prospectiva (ao contrário da velha tradição do Corpus Iuris Civilis e das Ordenações, que, basicamente representavam períodos de síntese ou de estagnação da criatividade jurídica, na qual a principal intenção consistia na mera organização de repositórios actualizados do direito vigente).

    Na raiz do movimento codificador, encontram-se vectores jus racionalistas e iluministas; havia que estabelecer a nova ordem decorrente do Direito Natural racionalista, isto é, daquele conjunto de normas que traduziam valores imutáveis que se tornava possível atingir pela razão.

    Importa reter uma diferença importante: em determinados países as codificações surgiram com o patrocínio do Despotismo Esclarecido, ao passo que noutras foram consequência da difusão das ideias da Revolução Francesa, onde o princípio da separação dos poderes tinha um enorme relevo. Este postulado conduzia a que todo o Direito se apresentasse como exclusiva criação do poder legislativo: daqui se traça o caminho do positivismo legalista: o Direito é uma criação do Estado enquanto poder legislativo e, esse direito positivo transforma-se num dado indiscutível.

    O direito identifica-se com a lei e qualquer problema seria resolvido através do formalismo de uma dedução lógica do sistema para o caso concreto. Negava-se assim, ao julgador, qualquer possibilidade mínima associada a uma função criadora, transformando-se num autómato do silogismo judicial. Igualmente, desta maneira, se relevam os valores da certeza e segurança jurídicas, tidos, na altura, como fundamentais.
  6. Movimento Codificador Português
    Entre nós, foram as ideias da Revolução Francesa que impulsionaram, logo após a implantação do Liberalismo, a actividade codificadora.
    Relativamente ao movimento codificador português importa reter dois códigos: o Código Comercial de 1833 - deve-se a Ferreira Borges e está dividido em duas partes: a primeira trata do comércio terrestre e a segunda trata do comércio marítimo; o Código Civil de 1867, que assentou no projecto de António Luís Seabra, desembargador da Relação do Porto.
  7. O Costume
    A Lei da Boa Razão constituiu um momento decisivo no declínio do Costume
    .
    O Código Civil de 1867, remeteu definitivamente o Costume para o quadro das fontes mediatas, isto é, sem força própria: valia apenas na medida em que o legislador o admitisse. Estava, assim, confirmada a tendência iniciada com a Lei da Boa Razão, contudo, o Código Civil vai mais longe, na medida em que não se consagra o direito consuetudinário como fonte subsidiária, recusando assim, a vigência autónoma do costume contra legem e praeter legem (ou integrativo).

    Isto no que refere ao Direito Privado, mormente à esfera civilística, que de resto estabelece um princípio fundamental da ordem jurídica. Todavia, em certos domínios, como o do Direito Internacional Público e o de algumas instituições regionais ou locais, subsistiram hipóteses de relevância imediata do Costume.
  8. Nova perspectiva do Direito Subsidiário
    A integração das lacunas é deslocada para o âmbito exclusivo do direito interno.

    O primeiro Código Civil português ocupou-se do problema da interpretação e da integração das normas jurídicas (art. 16º) onde se estatui que em face de uma lacuna, devia recorrer-se, em primeiro lugar, à analogia, ou seja, à disciplina estabelecida para situação semelhante. Existe analogia, sempre que a razão substancial ou intrínseca de decidir seja a mesma no caso omisso e num caso previsto em fonte de direito vigente.

    Se não se encontrasse numa norma susceptível de aplicação analógica a uma situação digna de tutela jurídica, o legislador remetia para os princípios de Direito Natural. Discutia-se agora, o alcance desta expressão, em que se confrontavam doutrinas jusnaturalistas (que entendiam o direito natural como algo de meta jurídico, isto é, situado para além do direito positivo) e doutrinas positivistas (pela qual o direito natural corresponde aos princípios gerais do direito, isto é, a própria ordem jurídica legislada ou vigente).

    Mais tarde, prevaleceu uma terceira interpretação: a de que a referência aos princípios de Direito Natural, conforme as circunstâncias do caso, equivalia a confiar no juiz a tarefa de preenchimento de lacunas, tendo em conta a solução que presumisse adoptada pelo legislador, se ele houvesse previsto o caso omisso.

    Em suma, com o primeiro Código Civil português, elimina-se em definitivo, o recurso ao direito subsidiário estrangeiro para os casos omissos. Tudo se passa, agora, no interior do sistema jurídico português, onde se detectam, porém, direitos subsidiários particulares, no sentido de um ramo do direito ser chamado a preencher lacunas de outro ou de outros, como, por exemplo, o Direito Civil em relação ao Direito Comercial.
  9. Extinção dos Forais
    Os forais vieram perdendo a sua importância enquanto fontes de direito local. Dos estatutos político-concelhios transformaram-se em meros registos dos encargos e isenções municipais. A reforma empreendida por D. Manuel I consumou essa evolução.

    A abolição dos direitos foraleiros é decretada, em definitivo, na Carta de Lei de 22 de Junho de 1846, após um longo e aparatoso processo, caracterizado por avanços e recuos.
  10. O Ensino do Direito

• Fusão das Faculdades de Leis e de Cânones na moderna faculdade de Direito

A grande reforma dos estudos jurídicos produzida pelo triunfo do Liberalismo consistiu na criação da moderna Faculdade de Direito. Esta resultou da fusão das duas faculdades jurídicas tradicionais: a Faculdade de Leis e a Faculdade de Cânones. Desde a Reforma Pombalina, nomeadamente desde os Estatutos Novos de 1772, que já se prenunciava tal unificação. O movimento liberal acrescentou uma significativa desvalorização do direito canónico e eclesiástico: a unificação concorria assim para a subalternização e redução do ensino daquele ramo jurídico.

Inaugurou-se um tipo de ensino jurídico que nada desmerecia quando confrontado com o que se praticava no estrangeiro. Segue-se um período de frutuosa actividade, caracterizado pelo estabelecimento ou incremento de várias disciplinas, pela introdução de novos métodos em certas delas e também pela redacção de alguns compêndios de assinalado mérito.

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Citações e Provérbios

"O fim do Direito é a paz; o meio de atingi-lo, a luta. O Direito não é uma simples ideia, é força viva. Por isso a justiça sustenta, em uma das mãos, a balança, com que pesa o Direito, enquanto na outra segura a espada, por meio da qual se defende. A espada sem a balança é a força bruta, a balança sem a espada é a impotência do Direito. Uma completa a outra. O verdadeiro Estado de Direito só pode existir quando a justiça bradir a espada com a mesma habilidade com que manipula a balança."

Rudolf Von Ihering

"A arte diz o indizível; exprime o inexprimível, traduz o intraduzível."

Leonardo da Vinci

 

"A arte é a idéia da obra, a idéia que existe sem matéria."

Aristóteles

 

"A arte é o espelho social de uma época."

Raul Seixas

 

"A arte é uma emoção suplementar que é somada a uma técnica hábil."

Charles Chaplin

 

"A arte é uma ferramenta; os espíritos são os operários."

Victor Marie Hugo

 

"A base da sociedade é a justiça; o julgamento constitui a ordem da sociedade:

Ora o julgamento é a aplicação da justiça."

Aristóteles

 

"A beleza é a melhor carta de recomendação."

Aristóteles

 

"A beleza é dom de Deus."

Aristóteles

 

"A brevidade é a alma do talento."

William Shakespeare

 

"A coisa mais bela que podemos experimentar é o mistério.

Essa é a fonte de toda a arte e ciências verdadeiras."

Albert Einstein

 

"A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento".

Platão

 

"A comissão faz o ladrão."

Jô Soares

 

"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras."

Aristóteles

 

"A coragem é o medo vencido".

Provérbio de domínio público

 

"A corrupção não é uma invenção brasileira, mas a impunidade é uma coisa muito nossa. "

Jô Soares

 

"A cultura é o melhor conforto para a velhice."

Aristóteles

 

"A democracia surgiu quando, devido ao fato de que todos são iguais em certo sentido,

acreditou-se que todos fossem absolutamente iguais entre si."

Aristóteles

 

"A dúvida é o princípio da sabedoria".

Aristóteles

 

"A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces."

Aristóteles

 

"A esperança é o sonho do homem acordado."

Aristóteles

 

"A esperança...: um sonho feito de despertares."

Aristóteles

 

"A fazer, sem ser comandado, aquilo que os outros fazem apenas por medo da lei."

 

"A felicidade consiste em ações perfeitamente conformes à virtude, e entendemos por virtude não a virtude relativa, mas a virtude absoluta. Entendemos por virtude relativa a que diz respeito às coisas necessárias e por virtude absoluta

a que tem por finalidade a beleza e a honestidade".

Aristóteles

 

"A felicidade e a saúde são incompatíveis com a ociosidade"

Aristóteles

 

"A felicidade é para quem se basta a si próprio."

Aristóteles

 

"A felicidade não se encontra nos bens exteriores."

Aristóteles

 

"A filosofia de um século é o senso comum do próximo"

Autor desconhecido

 

"A força não provém da capacidade física, mas da vontade férrea."

Ghandi

 

"A gargalhada é o sol que varre o inverno do rosto humano."

Victor Marie Hugo

 

"A gente encontra o próprio estilo, quando não consegue fazer as coisas de outra maneira".

Paul Klee, pintor sueco

 

"A gente não faz amigos, reconhece-os."

Vinícius de Moraes

 

"A gente não pode ser aquele garoto tímido toda a vida.

Tem que se dar um pouco mais, chegar perto do público sem aquela armadura toda."

Tom Jobim

 

"A gente só leva da vida a vida que a gente leva"

Tom Jobim

 

"A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las."

Aristóteles

 

"A história da sociedade até aos nossos dias é a história da luta de classes."

Karl Marx

 

"A história da sociedade até aos nossos dias é a história da luta de classes."

Karl Marx

 

"A história de toda a sociedade até hoje tem sido a história das lutas de classe."

Karl Marx

 

"A história de toda a sociedade até hoje tem sido a história das lutas de classe."

Karl Marx

 

"A humanidade não pode liberar-se da violência mais do que por meio da não violência."

Ghandi

 

"A insatisfação é a principal motivadora do progresso."

Thomas A. Edison

 

"A justiça cobrirá a terra como a água cobre o mar.

Eu não quero o sucesso, o sucesso não me diz nada.

Muitas pessoas têm sucesso mas vivem como mortos."

Bob Marley

 

"A juventude, ainda que ninguém a combata, acha em si mesma seu próprio inimigo."

William Shakespeare

 

"A lei é ordem; e uma boa lei é uma boa ordem."

Aristóteles

 

"A lei suprema da arte é a representação do belo."

Leonardo da Vinci

 

"A liberação da energia atômica mudou tudo, menos nossa maneira de pensar."

Albert Einstein

 

"A luz das estrelas fixas é da mesma natureza que a luz do Sol."

Isaac Newton

 

"A maneira de se conseguir boa reputação reside no esforço em se ser aquilo que se deseja parecer."

Sócrates

 

"A maneira mais fácil e mais segura de vivermos honradamente,

consiste em sermos, na realidade, o que parecemos ser. "

Sócrates

 

"A medida da vida não é a sua duração, mas a sua doação."

Peter Marshal

 

"A medida do amor é amar sem medida."

Victor Marie Hugo

 

"A melhor maneira de se ser feliz é contribuir para a felicidade dos outros."

Confúcio

 

"A memória é o sentinela do cérebro."

William Shakespeare

 

"A mente do homem é de mármore; a da mulher de cera."

William Shakespeare

 

"A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original."

Albert Einstein

 

"A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer."

Mário Quintana

 

"A mesma diferença que existe entre os vivos e os mortos."

Aristóteles

 

"A minha preocupação não está em ser coerente com as minhas afirmações anteriores

sobre determinado problema, mas em ser coerente com a verdade."

Gandhi

 

"A modéstia não pode ser considerada uma virtude, pois assemelha-se mais a um

sofrimento do que a uma qualidade."

Aristóteles

 

"A mudança em todas as coisas é desejável."

Aristóteles

 

"A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta

a alma e a eleva acima da sua condição."

Aristóteles

 

"A música tem uma coisa boa: quando bate você não sente dor."

Bob Marley

 

"A não violência nunca deve ser usada como um escudo para a covardia.

É uma arma para os bravos."

Gandhi

 

"A natureza é a arte de Deus".

Dante Alighieri

 

"A natureza humana é boa e a maldade é essencialmente antinatural."

Confúcio

 

"A natureza não faz nada em vão."

Aristóteles

 

"A natureza só faz mulheres quando não pode fazer homens.

A mulher é, portanto, um homem inferior."

Aristóteles

 

"A necessidade é a melhor mestra e guia da natureza.

A necessidade é terna e inventora, o eterno freio e lei da natureza."

Leonardo da Vinci

 

"A obra de arte, fundamentalmente, consiste numa interpretação

objetivada duma impressão subjetiva"

Fernando Pessoa

 

"A paciência faz contra as ofensas o mesmo que as roupas fazem contra o frio; pois, se vestires mais roupas conforme o inverno aumenta, tal frio não te poderá afetar.

De modo semelhante, a paciência deve crescer em relação às grandes ofensas; tais injúrias não poderão afetar a tua mente".

Leonardo da Vinci

 

"A palavra é o Verbo, e o Verbo é Deus."

Victor Marie Hugo

 

"A palavra progresso não terá qualquer sentido quando houver crianças infelizes."

Albert Einstein

 

"A paz do coração é o paraíso dos homens".

Platão

 

"A paz não pode ser mantida à força. Somente pode ser atingida pelo entendimento."

Albert Einstein

 

"A pintura deve parecer uma coisa natural vista num grande espelho."

Leonardo da Vinci

 

"A pior forma de desigualdade é tentar fazer duas coisas diferentes iguais."

Aristóteles

 

"A política serve a um momento no presente, mas uma equação é eterna."

Albert Einstein

 

"A política só serve para dividir o povo. É uma bobagem, pois faz o povo confiar em um homem, que não pode fazer nada por nós.

Se você não tiver sua vida, você não tem nada. Por isso até os políticos devem achar um rastafari."

Bob Marley

 

"A primeira qualidade do estilo é a clareza."

Aristóteles

 

"A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão.

É uma questão de consciência."

Ghandi

 

"A propriedade privada tornou-nos tão estúpidos e limitados que um objeto só é nosso quando o possuímos."

Karl Marx

 

"A prova de que a natureza é sábia é que ela nem sabia que iríamos usar óculos e notem como colocou nossas orelhas."

Jô Soares

 

"A pureza do coração depura, pois a inteligência, e a retidão da vontade faz a exatidão do entendimento".

Eliphas Levi

 

"A realidade é uma ilusão, embora bastante persistente."

Albert Einstein