“The United States’ can be attributed to its unsurpassed technological and innovative capabilities. However, its macroeconomic environment and the state of its public institutions both have room for improvement. In particular, there is concern on the part of the business community about the government’s ability to maintain arm’s-length relationships with the private sector. The country’s large fiscal deficit and the very low national savings rate are shortfalls which over the medium to long term may impact the investment climate and pose macroeconomic risks to business. Despite this, the US remains one of the most competitive countries in the world”.
O deficit do orçamento dos Estados Unidos pode atingir ou mesmo superar os 285000 milhões de dólares no ano fiscal 2007, que começa em Outubro. Assim, o Departamento Orçamental do Congresso, prevê que o crescimento em termos de PIB não atingirá os 3% este ano.
Este Departamento tem uma longa tradição de previsões conservadoras, que sempre se pautaram por um pessimismo ainda que moderado, tendo projectado em tempo oportuno um aumento de 10% acima dos cerca de 260000 milhões de dólares que se esperavam para o corrente exercício.
O predomínio oficial no Congresso explica o relatório, (pode ser consultado no site online) não é claro quanto ao efeito das despesas militares relacionadas com o Iraque e Afeganistão.
Seja como for, o Departamento Orçamental, em Março calculava em cerca de 265000 milhões dólares de deficit para o próximo ano fiscal. Sem dar qualquer explicação de como calcula as despesas de guerra, o Departamento prevê em cerca de 1398 biliões de dólares o deficit acumulado nos últimos cinco exercícios que vão de 2002 a 2006.
Teme-se que tenha sido um erro manter em cerca de 260000 milhões de dólares o deficit estimado para o corrente ano, porque é um pouco superior a 110000 milhões de dólares inferior ao previsto em Março, talvez por influência das próximas eleições parlamentares, como acredita Paul Krugman.
Estas suspeitas aumentam, quando se proclama, que graças às políticas pró crescimento e a um orçamento responsável, o défice está a diminuir. Parece-nos exagerado pelas seguintes razões, em que a primeira é da subida do deficit em 2007 e a segunda do PIB perder ímpeto.
Isso significa que o peso do deficit voltará a aumentar. Para pior, se o Presidente George Bush finalmente conseguir converter em definitivas as enormes diminuições impositivas a sectores de altos rendimentos, que totalizarão entre 2001-2013 o astronómico montante de 2,50 biliões de dólares, e em 4 anos o deficit atingirá entre 320000 a 340000 milhões de dólares actuais.
A deterioração do presente regime pode frustrar essas intenções. O deficit comercial americano diminuiu em Junho, devido ao aumento sem precedentes das exportações, que reflecte um dólar débil e a insipidez económica noutros mercados.
Não obstante, as importações superarem as exportações em 65000 milhões de dólares, não passou de uma quebra pequena em relação a Maio com 658000 milhões de dólares.
O Departamento de Comércio dos Estados Unidos, produziu um relatório que dá a conhecer que as empresas americanas de veículos e bens de uso final como televisores e roupas também subiram em perdas.
No primeiro caso, faz-se sentir a crise traduzida na rejeição do público a utilitários desportivos e outros carros de alto consumo.
Por outra parte, alguma expansão na União Europeia, Ásia Oriental e Meridional gera uma maior exportação de provimentos para as empresas, computadores, e motores de aviação.
Não será fácil melhorar as cifras de intercâmbio comercial, ainda que a diferença entre o aumento de exportações e importações se deva ampliar bastante mais para se aproximar do nunca atingido equilíbrio da balança comercial.
Pior é nada, e pelo menos parece que se estabilizou a curto prazo. O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos no seu último relatório mostra que o desemprego voltou a aumentar em cerca de 7100 pessoas, totalizando 320000 na primeira semana do mês, sendo a média mensal, uma medida arbitrária, baixando de 315000 para 311000, situando-se a taxa de desemprego em 4,8%, mais 0,2% do que se esperava.
No outro lado do Atlântico, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu (BCE) esperam que a expansão do produto bruto na “Zona Euro” (constituída pelos 12 Estados-membros que aderiram à moeda comum) cresça de 1,2% em 2005 para 2,1% este ano.
Pese o facto, de ser o maior bloco económico - monetário desde 2000, contínua a ter um nível ainda modesto, podendo ter um papel relevante se incluísse os outros 13 Estados-membros da União Europeia que não partilham a divisa comum.
À guisa de resumo, nestes últimos dias foram divulgados vários indicadores relevantes para a economia americana.
Enquanto, a “Zona Euro”, apresentou um bom segundo trimestre, com uma subida média do PIB de 0,9%, o crescimento do produto bruto regional nos meses de Abril a Junho confirmam que a Zona se acelerou em relação aos Estados Unidos.
A inflação continua acima da meta desejada pelo BCE, pelo que o mercado continuará, com a expectativa segura de que a Instituição monetária europeia realizará no mínimo duas subidas adicionais antes de terminar o ano.
A situação e as expectativas são diferentes sobre os Estados Unidos. A sensação é de que esse mercado se deslocou recentemente no meio de pessimismo, no que diz respeito à actividade económica real.
Incorporou a moderação mostrada pelos dados do PIB, sem ponderar a aceleração de alguns indicadores.
A inflação subjacente, continuará acima dos 2,5% anuais. Tendo a inflação, subido 0,4% e a venda dos bens a retalho 1,4% em Julho, a FED põe de parte novo aumento das taxas de juros que se situam em 5,25% e as impostas pelo BCE em 3,25%.
A China deu o passo mais largo desde que iniciou a lenta revalorização do yuan. A subida foi de 0,21% se tivermos em consideração que a moeda chinesa é cotada segundo um cabaz de moedas composta por dólares, ienes e euros, entre outras.
A nova correcção, feita dia 24, depois do encerramento do mercado cambial de Tóquio, o maior do mundo, com referência para a Ásia Oriental e do Sudeste.
A paridade implícita dólar - yuan (não a inversa, como costumam informar mal as fontes anglo-saxónicas), é o maior desequilíbrio desde que começou a emancipação, em Julho de 2005.
O Banco Central da China apenas se limitou a não intervir nas operações, daí o ter procurado o seu próprio nível. A escassa margem de aumento demonstra que, contra o que os analistas americanos e japoneses dizem a todo o momento, o yuan não está tão grosseiramente subvalorizado, ainda que Nova Iorque, Londres e Tóquio não o admitam de forma fácil essa realidade, e sustentam que este reajuste pode ter sido incentivado pela autoridade monetária, como forma de preparar o mercado com vista a uma forte reapreciação da moeda chinesa.
No dia 18 o Banco Central da China aumentou as taxas de juro pela segunda vez no ano, numa tentativa de controlar o “boom” dos empréstimos e da construção no país, que o Governo prevê, possa provocar uma crise financeira.
Trata-se de outra subida de 0,27%, fixando-se em 6,12%. Foi a segunda subida dos juros, depois de em Abril, ter-se dado uma subida igual de 0,27%, depois de acautelar-se da escassa efectividade das medidas impostas pelo Governo para travar o ritmo dos empréstimos, o investimento, a construção de novas fábricas e outros activos.
No segundo trimestre do ano, o crescimento chinês disparou até aos 11,3%, atingindo a percentagem mais alta dos últimos 10 anos, o que já fazia prever uma subida das taxas de juros para controlar a expansão da economia, cujos objectivos oficiais situavam a taxa de crescimento nos 8%.
O governo tinha mostrado as suas preocupações sobre o acelerado ritmo do investimento e da construção de novas fábricas, que poderia conduzir a uma sobre provisão de empréstimos e ao desencadear de uma crise financeira.
Quanto ao motivo preocupante, que a economia global vive e que tem por base o alto preço do petróleo, a Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) não diminuirá a sua produção durante o resto do ano, porque quer garantir a existência de reservas suficientes para abastecer o mercado global.
Alguns países membros excederam as suas quotas de produção, enquanto os preços do petróleo permanecerem acima dos 70 dólares, não se prevendo que a OPEP modifique essas quotas a curto prazo.
Quanto aos preços do petróleo, as teses sustentadas pela OPEP, é de que as causas das subidas são as carências na refinaria do crude a nível mundial, a especulação do mercado e a procura crescente por parte das economias emergentes, como a China e Índia.
A OPEP não tem feito referências directas aos conflitos geopolíticos que fazem temer pelo fornecimento, como as revoltas civis da Nigéria ou a decisão negativa do Irão de desistir do seu programa nuclear.
A OPEP, parece que está preparada para intervir no caso de se produzir um desequilíbrio dos preços como consequência de desastres naturais e situações de violência pelo mundo.
















