“GDP in 2007-2008 is projected to grow by 2.4% in the European Union, while in the Euro area growth is forecast to reach by 2.1% in 2007 and 2.2% in 2008.”
European Commission
Somos defensores da teoria da previsão económica não apenas baseada em gráficos, ao contrário de outros que se deleitam nos mesmos, e que na generalidade acabam por cair no erro, o que revela uma certa miopia de visão prognóstica, que assustam quem os lê, como uma espada afiada ao pescoço, na ameaça de crises, de profundas e inevitáveis correcções macroeconómicas, limitações ao mercado livre e outras catástrofes.
Numa análise não apenas apegada aos diagramas, mas resultante da evolução da economia global durante o ano que ora finda, e suportados na análise das políticas económicas das principais economias mundiais em conjunto com os relatórios de instituições internacionais, é possível antever com probabilidades de relativo risco a performance da economia global para 2007.
Defensores que somos, das regras de mercado, e do princípio de que o mesmo sabe o que quer, e nessa atitude acaba por se auto regular.
Vejamos que durante o presente ano, os indicadores económicos das principais economias passaram por situações difíceis, que foram desde as ameaças atómicas, invasões no Médio Oriente, Sistema Monetário Internacional (SMI) <50, recessões e inflações, e demais catástrofes que em outras circunstâncias teriam deteriorado significativamente o mercado e continuariam essa tendência.
Temos por hábito dizer no fim do ano, ao novo ano que chega, o animador adágio popular de ““Ano novo, vida nova”, mas o certo é, que em termos de economia global, o mundo irá passar em 2007 por dias de glória, luminosos e soalheiros, e por outros terríveis, sombrios, cinzentos e chuvosos, para em cada Dezembro nos interrogarmos porque tal aconteceu, e o que irá passar no ano que chega? Num sumariar dos nossos escritos ao longo do ano, acrescido dos novos relatórios, indicadores e previsões conhecidas, deste ano e para o ano que começa, permite-nos chegar à primeira conclusão de que tudo na economia internacional, continuará a ser idêntico ao deste ano, e que iremos ter muito mais do que aconteceu, no ano de 2007.
A segunda questão mais específica prende-se com o facto de querermos saber se o mercado está caro.
A resposta é simples, dado tratar-se de uma categórica negativa. Os indicadores económicos que servem os produtos e preços, finanças públicas, moeda e crédito, taxas de juros, balança de pagamentos, dívida externa e taxas de câmbio e da sua subida em geral, dizem que os mercados continuarão a actuar da mesma forma ou até mais baratos em termos de “Rácio PER”, que é o quociente entre o preço de mercado da acção e os lucros por acção “Price Earnings Ratio” e o “Return on Investment (ROI)” que é a rentabilidade do investimento.
Enquanto o crescimento dos bens se der, o crude não acabará. É hábito ler com frequência, que o ritmo de crescimento dos bens diminuirá, talvez seja possível, mas não no momento, uma vez que com a autorização do senhor petróleo que acreditamos se situe na metade dos 60 a 70 dólares por barril, produzirá uma menor pressão sobre os custos, produtividade, e o crescimento da procura que não é forçoso que aconteça, possivelmente proporcionará aumentos dos benefícios superiores a dois dígitos.
As nossas perspectivas, baseiam-se no facto de que o crescimento global permanecerá sólido, estimulado pelo crescimento da procura, afastando uma forte aterragem das principais economias mundiais.
O risco de inflação permanece baixo e bem controlado pelos principais bancos centrais, e as taxas de juro estáveis.
É de se esperar uma estabilização nas taxas de juros americanas, sem rejeitar uma redução e um ligeiro aumento não superior a 0,5%-0,75% na Europa e no Japão.
Não temos a menor dúvida de que as preocupações sobre o crescimento e a inflação continuarão a dar pequenos desgostos, obrigando a pequenas correcções que deverão ser aproveitadas como oportunidades de compra.
Crescimento com inflação controlada é um bem que estimula as bolsas. Afinal de contas, para além do económico, é o dinheiro que move os mercados e o rendimento variável continua a ser um excelente factor de risco no que diz respeito a outros activos, em que a liquidez em geral e os fluxos de caixa das empresas são muito fortes e as recompras e as operações corporativas, que tiveram certo peso este ano, o que é um indicador de que continuarão a impelir os mercados.
Os activos dos Estados Unidos continuam tradicionalmente caros, mas o diferencial por comparação com a Europa, reduz-se tornando o seu mercado mais interessante, para além de ser mais defensável e melhor criador de resultados, sendo de esperar o fim dos esquizofrénicos medos à inflação e recessão, uma estabilização, se não uma diminuição das taxas de juros, uma maior capacidade exportadora pela fraqueza do dólar e a continuidade no desvio incipiente a favor da curva do consumo no que diz respeito aos imóveis a terminar com a baixa performance dos últimos meses deste ano.
No que à Europa concerne, as valorações continuam, sem ser caras, a inflação está estabilizada e o crescimento de bens acelera-se, apesar de ser uma economia mais cíclica, sendo de esperar dos mercados uma evolução semelhante à deste ano.
O Japão, apesar de as suas valorações continuarem tradicionalmente mais caras, a tendência será a de resolver a negativa correlação que manteve durante este último ano, situação que parece ter começado.
O carácter dependente da sua economia, torna-a especial vítima das alterações na economia dos Estados Unidos, tendo acelerado o seu crescimento comandado por um maior investimento empresarial e pela solidez das exportações, continuando a manter uma excelente previsão de crescimento de bens.
Não devemos esquecer, por outro lado, as grandes expectativas que se abrem ao Japão, dada a sua privilegiada situação face ao crescente mercado asiático.
No meio do crescimento económico global é um mercado muito atraente.
As brilhantes mentes pensadoras económicas continuam a não compreender o fenómeno do crescimento dos males denominados “emergentes”.
A China, Índia e em geral, toda a Ásia Pacifico, a tendência de subida dos benefícios, do crescimento das procuras internas e a crescente poupança e consequente entrada no mercado de investidores domésticos, tornam mais atraentes as suas valorações e reduzirão o risco.
Na América do Sul, devemos fixar-nos em especial no Brasil onde os grandes benefícios obtidos, derivados da exportação das suas matérias-primas, servem para resolver o pagamento da sua dívida externa e fortalecer as suas divisas, e à semelhança de outros mercados emergentes, para melhorar a sua procura interna, uma vez que os riscos políticos parecem ter sido ultrapassados.
Quanto ao restante dos mercados emergentes, e em especial na Europa, a República Checa, continua com valorações históricas atractivas.
Quanto aos restantes mercados e numa perspectiva de crescimento continuarão a dar melhores rentabilidades. Limitamo-nos às perspectivas para 2007. A solução só em Dezembro do ano que vem se poderá saber.
Desejamos um Feliz e Próspero 2007.
















