“The European Union and the United States are the two largest economies in the world. hey account together for about half the entire world economy.”
European Union Commission

O Presidente do Banco Central Europeu (BCE) afirmou dia 12, que pensa subir de novo, a taxa referencial de juros (que serve de referência nas transacções financeiras realizadas na “zona euro”).
Tal aumento, pensamos, que não se deve realizar de imediato, como se prevê, se tivermos em conta que uma acção dessa natureza como a última realizada, fez subir a moeda comum a valores acima de 1,35 dólares, e actualmente situa-se acima de 1,35882 dólares.
O actual momento não é o melhor, nem o oportuno para reconsiderar a taxa de juros, mas talvez em Junho o seja.
O BCE como se sabe mantém o nível de 3,75% anual. Obviamente, que os operadores esperam uma taxa de 4% nos próximos dois meses.
Sondagens realizadas em Frankfurt, Londres, Paris, Amesterdão, Tóquio, Nova Iorque e São Paulo compartilham esse critério.
Todas as sondagens para os interessados em política monetária, estão disponíveis “online” através dos sites do BCE e dos restantes Bancos Centrais.
Alguma no “site” do FMI e Banco Mundial.
Mais ortodoxo que o Presidente da Reserva Federal Americana (FED), o Presidente do BCE crê que os 13 Estados-membros da “ zona euro”, num total dos 27 Estados-membros que compõe a União Europeia (UE) não apresentam sinais de esfriamento das suas economias.
O BCE nos seus estudos concluiu que a economia regional se expandiu em 2006 ao ritmo mais rápido dos últimos seis anos, o que representa uma grave falta para o seu presidente.
Na realidade a “zona euro” tem dificuldades em respeitar os + 2% anuais de inflação fixados desde 1999.
Mas a grande verdade, ainda que custe admitir, é que vários Estados-membros pertencentes à “zona euro” como a Alemanha, França e Itália não lhes convêm tanta contracção, como defendem as economias menores como a Holanda, Portugal, e até certo ponto a Espanha.
As declarações do Presidente do BCE, por outro lado, contradizem o relatório que o Fundo Monetário Internacional (FMI) apresentou à Assembleia Semestral conjunta com o Banco Mundial e à reunião, nos dias 14 e 15, do G7 + a Rússia.
A entidade multilateral projecta uma diminuição do Produto Interno Bruto (PIB) em vários países desenvolvidos para 2008.
O PIB alemão baixará de 2,7% para 1,9%.
Logo, o reaquecimento regional parece fruto da imaginação, e não um dado real.
Naturalmente, os bancos e os analistas das bolsas concordam com o Presidente do BCE e apostam no aumento das taxas de juros.
Mas, o ambiente na Europa é diferente dos Estados Unidos, em que esses mesmos sectores vislumbram um horizonte recessivo e assinalam que a Reserva Federal americana devia baixar as suas taxas referenciais de juros.
A taxa básica americana de 5,25%, bastante mais cara do que na “zona euro” e quase idêntica à do Reino Unido (mas a área da libra é história).
O euro atingiu valores superiores a 1,351 dólares, representando um máximo desde Janeiro de 2005.
Para os portugueses que vivem em Macau, o desincentivo de permanência vai-se instalando porque não é fixado um salário com correcção em relação ao euro.
Este ano prevemos desde, como escrevemos neste espaço, uma desvalorização do dólar em relação ao euro, superior a 20%.
Ainda que não se admita, a inflação atingiu os dois dígitos.
A especulação imobiliária apesar da excelente medida do Senhor Chefe do Executivo, de cancelar a concessão de residência através da compra de habitação irá ter efeitos não de momento, mas em tempo.
Quanto ao rendimento das famílias ligadas a países da “zona euro” e nomeadamente as portuguesas, podem chegar ao fim do corrente ano com uma perda real do rendimento de + 30%.
A especulação é de carácter psicológico e não se resolve por despacho, embora atenue.
Enquanto subsistir o clima psicológico trazido pelos investimentos em casinos, continuará a persistir, moderada pela decisão governamental.
Mas como em todas as economias não sustentáveis, terminará a especulação por desaparecer e deixar um buraco de créditos mal parados e situações ilícitas de investimentos, em que se desconhece a proveniência dos fundos.
Desde sempre e aquando fomos membros do comité bancário de Hong Kong, propomos que devia ser constituída um corpo de investigação para detecção do ilícito económico em termos de investimento estrangeiro e nacional.
Quanto à prática monetarista do Presidente do BCE menciona, entre outros sintomas, um desemprego regional de cerca de 7,3%, constituído o menor desde 1993, ao mesmo tempo, a confiança das empresas e dos cidadãos atinge o pico desde 2001.
Supostamente, os governos celebram o que o BCE considera como negativo, ou seja a prosperidade.
Mais de sete em dez americanos esperam uma recessão No outro lado do Atlântico, uma sondagem revela que 57% dos americanos desaprovam a gestão económica do Presidente George Bush, pese o facto de o desemprego ter diminuído desde 2002.
A sondagem realizada para a “Bloomberg”, mostra que 71% dos americanos receia uma recessão, uma taxa superior aos anteriores 64% revelados em anterior sondagem realizada em Dezembro de 2006.
O universo de cobertura da sondagem é representado sobretudo por pessoas que auferem um salário inferior a 40.000 dólares anuais, ou seja cerca de 3.300 dólares mensais.
Os que auferem salários superiores a 100.000 dólares anuais, ou seja cerca de 8.300 mensais são naturalmente em menor número, mas estão optimistas e apenas metade prevê uma recessão no período de doze meses a partir de Maio.
A ideia generalizada nos Estados Unidos é de que se vive um tempo emprestado.
O governo do Presidente Bush gasta somas absurdas numa guerra impossível de ganhar e, actualmente, enfrenta uma crise criada pela usura hipotecária.
Num contexto bastante politizado, em que apenas 38% dos americanos aprovam a gestão económica do governo, o que representa a menor proporção nos dois últimos quadrimestres.
Mas, 57% crê que a economia vai por bom caminho, ainda que, em Dezembro esse grupo atingisse 68%.
Enquanto, o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, informava que, em Março, tinham sido criados 184.000 postos de trabalho, o que fez diminuir para 4,4% a taxa de desocupação, mínimo durante a gestão republicana.
Falta, um pouco para igualar os 4,2% deixados em 2001 pelo Presidente Bill Clinton, num panorama onde existiam mais de 296.000 milhões de dólares de superávit fiscal.
No momento, a guerra no Iraque e Afeganistão despendem um montante idêntico.
O FMI reduziu de 2,9% para 2,2% a previsão da expansão estimada para o PIB dos Estados Unidos no corrente ano.
Tal, deve-se à crise hipotecária, que abateu-se negativamente na Wall Street e pior em Washington.
Em geral, as estimativas do FMI sobre o PIB parecem ser bastante arbitrárias.
Por exemplo, mantém um crescimento de 10% para a China, mas baixa para a Índia, de 8,4%, para a Alemanha aponta um fraco crescimento de 1,8% e para a Venezuela de 6,2%.
A segunda economia mundial que são os Estados Unidos, sendo a primeira a UE, e se o FMI tiver razão, será o ano mais fraco no quinquénio de 2003 a 2007 para aquela.
O novo cálculo fez parte do relatório semestral apresentado pela entidade internacional à Assembleia Semestral conjunta com o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) ou Banco Mundial.
Em 2006, o PIB dos Estados Unidos cresceu para 3,3%.
Uma taxa moderada, mas não tão espectacular, como dizem, os conservadores ou o próprio governo do Presidente George W. Bush. Verdadeira é a crise dos prestamistas predatórios ou agiotas, unida às carteiras hipotecárias incobráveis, como outra fase do esvaziamento da borbulha imobiliária iniciada em 2001.
Segundo o relatório do FMI, também estimula a queda nos valores de novas moradias e a menor actividade construtora, em que as unidades sem vender atingiram o pico em quinze anos.
À primeira vista, parece uma vingança da economia física sobre a especulação financeira (outra situação são os créditos a maus devedores). Uma nova moda são as enormes compras que se financiam com uma nova dívida das próprias empresas adquiridas.
Para o próximo ano, o FMI é mais optimista, e prevê um PIB americano de 2,8%.
Não se entende, o facto de deixar no corrente ano intacta a previsão feita em Setembro de 2006 para o PIB global de 4,9%.
O que tem uma leitura inquietante, dado que pela primeira vez em quatro decénios, o resto do mundo não depende da sua principal locomotiva, os Estados Unidos.
Esta economia deixa de encabeçar o Grupo dos 7 em expansão, algo que não sucedia desde 2003.
As mudanças não ficam por aí, uma vez que a “zona euro” cresce mais do que os Estados Unidos, o que não acontecia desde 2001.
















