“Growing recognition exists among corporate leaders that environmental issues are here to stay, and that environmental protection must be considered a normal part of doing business. It is become increasingly clear that positive corporate environmental performance cannot be adequately addressed through either the enunciation of environmental policies by top management or the efforts of environmental staff specialists, but must be institutionalized by being incorporated into the fundamental responsibilities of line management”.
Rogene A. Buchholz
Principles of Environmental Management: The Greening of Business
O debate ambiental a nível global não é tema apenas de governos. Muito têm-se falado e escrito quanto à responsabilidade dos Estados, e pouco quanto ao papel das empresas e indivíduos.
A protecção do meio ambiente é uma área controversa, adentro do mundo empresarial, dado não se tratar apenas, de acções desinteressadas. O momento que vivemos, obriga as empresas a incluir no seu planeamento estratégico, o denominado por risco ambiental. Na participação socialmente responsável e correcta, deve considerar-se com uma prática obrigatória, a ponderação sobre a preservação do nosso planeta.
A protecção do ambiente, não se resume a um simples assunto de consciência ecológica, como também não é, o resultado de uma manifestação ideológica, por referência aos programas político-partidários a nível nacional e regional constante dos designados por Partidos Ecologistas, “Os Verdes”.
Trata-se, fundamentalmente, da sustentabilidade do comércio. Não existem executivos de empresas “verdes”, a não ser na imaginação dos que apressadamente pretendem fazer crer na sua falsa convertibilidade e sensibilidade na mais importante agenda mundial, quanto anteriormente foram actores na destruição e degradação dos recursos disponíveis, que no presente hipocritamente defendem em termos de preservação.
O que existe são excelentes administradores, que laboram com responsabilidade empresarial, respeitando os compromissos sociais. A forma usada para planear a gestão dos recursos humanos ou a actividade produtiva, deve ser a mesma que se deve tomar de imediato, quanto à gestão das matérias referentes ao meio ambiente.
Assim, como a nefasta decisão em termos financeiros pode originar um prejuízo relevante, causando a contracção de dívidas, a falência ou a prisão; uma decisão menos bem pensada no domínio do ambiente pode originar algo de semelhante.
A existência de novos conceitos como a biosfera, tecnosfera, termosfera, psicosfera, noosfera e sociosfera, entre outros, deixaram de ser invulgares ou exóticos e correspondem a um novo modelo que dispensa uma particular atenção, quanto à forma pela qual se desenrolam as actividades a elas associadas.
Estes conceitos obrigam a avaliar os projectos a médio e longo prazo, ponderando os valores sociais. As empresas nos seus tipos de modelo de gestão consideram as matérias ambientais, como uma pequena fracção da responsabilidade empresarial.
A gestão ambiental deve ser parte do processo normal de gestão da empresa, o que implica a existência de um conjunto de métodos e regras que possibilitem constituir, planear, fiscalizar e avaliar os efeitos das actividades realizadas.
O marco particular é o desenvolvimento sustentável, sendo urgente realizar lucros protegendo os recursos existentes. Não é matéria ideológica, mas de pura gestão. Numa empresa são administrados diversos recursos, como os de cariz financeiro, humano e os relativos às matérias-primas usadas nas indústrias de ponta, sendo necessário combiná-los com uma gestão ambiental efectiva, dado que o nosso planeta há cerca de cinquenta anos o vem exigindo, sem ser atendido.
As alterações climáticas causadoras de dramáticos problemas ambientais, são reais e palpáveis, porque as vivemos e sentimos, através por exemplo, do aumento da temperatura ou nas repetidas inundações e ciclones.
O ambiente não pode ser considerado como matéria secundária ou acessória, e situar-se fora do planeamento, gestão e estratégia de qualquer empresa, por ser uma área sensível, onde existem questões que não podem permanecer sem resposta, como o tipo de impacto ambiental que pode dar origem a actividade das empresas e a forma de evitar, eliminar e reduzir os riscos previsíveis e imprevisíveis.
Existem formas de avaliar o impacto ambiental, como existem situações acidentais e imprevisíveis em muitos sectores da indústria, pelo que se torna indispensável que as empresas preparem mapas sobre os riscos ambientais previsíveis, que lhes possibilite adoptar medidas de gestão de riscos e executem acções tendentes à sua atenuação.
Os tipos de risco são fundamentalmente de natureza financeira, estratégica, operativos e imprevisíveis. Coexistem com os tipos de risco, as ameaças de carácter interior e exterior. O tema ambiental encontra-se incluído nos riscos imprevisíveis de carácter interior.
É possível prever as percentagens de vendas, as alterações dos mercados e sua psicologia, determinar se um produto se vai tornar antiquado face às novas tecnologias; pelo que de igual forma, devem ser feitos estudos acerca das consequências que tais situações podem acarretar a nível ambiental, daí o facto da enorme importância que reveste para as empresas e para o mundo, a gestão dos riscos ambientais imprevisíveis.
São eventos difíceis de calcular. Todavia, devem ser criados mecanismos legais que os considerem como obrigação das empresas.
As empresas nacionais e multinacionais de grandes dimensões são as que apresentam maiores evidências de um real compromisso com a protecção do ambiente, o mesmo não acontecendo com as pequenas e médias empresas, que na sua maioria encaram estas questões com indiferença, transferindo para os governos e suas políticas ambientais toda a responsabilidade.
A relação entre muitas empresas e o ambiente é explicada no encargo e perspectiva da simples promessa de adoptar regras dirigidas ao conhecimento, medição, controlo e gestão no cumprimento da legislação aplicável, tendo em vista reduzir os danos ambientais, e que na maioria das vezes, na prática, o seu comportamento é pautado pelo deliberado não cumprimento, que sobrevive devido à fraca ou ineficaz fiscalização por parte do órgão do Estado competente.
As acções fundamentais que as empresas devem ter em conta, é o cumprimento da legislação ambiental a nível nacional e regional; a adesão voluntária a acordos não obrigatórios, como a limitação das fontes de poluição; à recolha de efluentes poluidores; ao dever de apresentar continuamente meios de melhoria em termos de “e-performance”; à execução de planos de diminuição incessante dos riscos ambientais; à partilha de práticas nos mesmos ou idênticos sectores de actuação e essencialmente dar formação em termos ambientais aos seus trabalhadores com suporte do órgão nacional encarregado de executar as políticas ambientais.
É impossível falar e praticar gestão ambiental sem a formação primeira dos executivos das empresas a ser prestada pelo órgão nacional competente para a implementação da política ambiental. O órgão máximo de decisão empresarial, é responsável pelas decisões e comunicação tomadas, quanto às medidas estratégicas em termos de gestão ambiental, tendo sempre em consideração o desenvolvimento sustentável da empresa, em conformidade com o definido na lei e nas linhas anuais orientadoras das políticas ambientais.
















