Imagine que é um normal fim de tarde escuro, invernoso de uma Sexta-Feira, como a do primeiro dia da segunda década do vigésimo primeiro século da era cristã, ou seja, o ano de 2010.
Conduz o carro dirigindo-se a casa. Liga o rádio. O noticiário nada diz de importante, mas ouve que numa cidade pequena e desconhecida no longínquo Oriente, morreram três pessoas, devido a uma gripe, totalmente desconhecida. Não dá muita atenção e rapidamente esquece o assunto.
Passados três dias, na segunda-feira, quando acorda, liga o rádio e ouve que não são apenas três as mortes devidas à gripe desconhecida, mas trinta mil na remota Índia. Um grupo de cientistas em doenças infecto-contagiosas dos Estados Unidos, investiga o incidente. No dia seguinte é a notícia mais importante de todos os meios de comunicação social, pois a gripe estendeu-se ao Paquistão, Afeganistão e Irão.
A notícia espalha-se por todo o mundo. É denominada de “gripe misteriosa” e o mundo questiona acerca da forma de a combater.
Uma notícia surpreendente chega de França. Acaba de encerrar as suas fronteiras e não autoriza voos provenientes desses países, nem de outros onde se presume a existência da dita doença. Subitamente num dos hospitais de Paris, um homem morre devido à doença. O pânico apodera-se de toda a Europa, que encerra as fronteiras ao mundo.
Mantêm o rádio ligado para receber o máximo de informações, e uma delas, é de que esta estirpe de vírus, é de tal forma letal que, quem o contrai tem um tempo de vida de uma semana, após uma sintomatologia horrível.
O Reino Unido, o único país que mantém as fronteiras abertas, encerra-as, mas é tarde demais. No dia seguinte, o Presidente dos Estados Unidos encerra as suas fronteiras à Europa e Ásia, com o fim de prevenir que o vírus entre no país, até que seja descoberto um medicamento que permita curar a doença.
Mais um dia passa, e as pessoas começam a lembrar-se que existem igrejas e nelas congregam-se em oração, pela descoberta de um medicamento para a cura. Entretanto, alguém numa das igrejas americanas, entra aos gritos afirmando que a rádio e televisão acabam de noticiar que duas pessoas morreram em Nova Iorque devido à gripe.
Numa questão de horas, a doença invade todo o mundo. Os cientistas continuam a trabalhar, sem parar, na descoberta de um antídoto, mas nenhum tem resultados positivos.
A notícia esperada por fim aparece. Os cientistas conseguiram decifrar o código do DNA do vírus. É possível fabricar o antídoto, mas para isso, torna-se necessário possuir sangue de alguém que não tenha sido infectado pelo vírus.
A notícia percorre o mundo apelando às pessoas para se dirigirem aos hospitais e fazer análises de sangue, doando-o para a fabricação do antídoto.
Vai com toda a sua família e alguns vizinhos ao hospital, inquirindo-se se será o fim do mundo. No hospital, um médico sai a gritar por um nome que tem num papel. O seu filho mais pequeno, que está ao seu lado, encolhe-se no seu casacão e diz: Pai é o meu nome. Antes mesmo que possa pensar no que está a acontecer, levam o seu filho, enquanto grita: Esperem! Os médicos olham na sua direcção e apenas respondem: Está tudo bem. O sangue do seu filho está limpo. É puro. Pensamos que tem o sangue apropriado para a fabricação do antídoto.
Após longos cinco minutos, os médicos saem a chorar e a rir simultaneamente. O médico chefe aproxima-se de si e da sua mulher, e diz em voz baixa: Posso falar convosco em privado por um momento? Não sabíamos que o doador seria uma criança e necessitamos que o senhor e a sua mulher, assinem uma autorização para podermos usar o sangue do seu filho.
Enquanto lê o documento de autorização, dá-se conta que não dizem nada acerca do volume de sangue a ser colhido e pergunta qual a quantidade a retirar? O sorriso do médico desaparece e apenas responde: Não pensávamos que fosse uma criança. Não estávamos preparados...Precisamos de todo o sangue do seu filho... Não acredita no que ouve e começa a argumentar. O médico interrompe e insiste: O senhor não compreende? Estamos a falar na cura do mundo. Por favor, assine. Precisamos de todo o sangue. Então, pergunta: Não podem fazer uma transfusão? O médico responde: Se tivéssemos sangue puro, poderíamos. Assine, por favor, assine. Em silêncio, e sem sentir a caneta na mão, assina.
Perguntam-lhe: Quer ver o seu filho? Caminha com a sua mulher para a sala de urgências onde se encontra o seu filho sentado na cama, que pergunta: Papá, Mamã, o que está a acontecer?
O pai segura na mão do filho e apenas balbucia: Filho, eu e a mãe temos muito amor por ti e nunca permitiríamos que te acontecesse algo de mal, se não fosse necessário, entendes?
O médico regressa e diz: Sinto muito senhor, precisamos de começar. A população do mundo está a morrer, o senhor pode sair?
Nesse instante, o seu filho pergunta-lhe: Papá, Mamã porque me abandonam?
Na semana seguinte na cerimónia em sua memória, a maior parte das pessoas ficou em casa a dormir e outras não vieram porque tinham outros afazeres mais importantes, como passear, ver um filme ou assistir a um jogo de futebol pela televisão.
Algumas pessoas assistem à cerimónia, mas sem vontade, apenas para preencher o lugar e fazer número.
Nesse momento, o pai tem vontade de gritar: O MEU FILHO MORREU PARA SALVAR O MUNDO. NINGUÉM SE IMPORTA? FOI POR AMOR AO MUNDO QUE DEIXEI O MEU FILHO MORRER.
O mesmo se passou muito tempo antes com Deus.
É curioso, como para algumas pessoas é simples sujarem o nome de Deus e de seguida dizerem que não entendem porque o mundo vai de mal a pior.
É curioso, como as pessoas acreditam em tudo o que ouvem, lêem nos jornais ou vêem na televisão, mas agarradas à mesquinhez das suas pequenas mentes mundanas, questionam as palavras de Deus e torcem-nas para as ajustar às suas vidas ímpias e pecaminosas.
É curioso, como todos querem ir para o Céu (talvez seja o céu-da-boca), mas nada fazem para merecê-lo.
É curioso, como as pessoas dizem: Creio em Deus, mas com as suas acções, mostram totalmente o contrário.
É curioso, como a concupiscência tosca, vulgar e obscena, passa livremente no espaço e é captada, mas a mensagem pública de Deus é suprimida das famílias, escolas e dos locais de trabalho.
É curioso, como nos preocupamos com o que os outros pensam de nós, mas não nos preocupamos com o que Deus pensa de cada um de nós.
Quando terminar de ler este texto, se realmente sentir no seu coração que o deve compartir, não envie aos seus amigos e conhecidos. Entregue-o pessoalmente num envelope fechado.
Talvez necessitem de ler um texto como este.
Será a sua prenda de começo de “Novo Ano” que se deseja de transformação, em que as coisas velhas e passadas morram definitivamente, para dar lugar às coisas novas nas nossas vidas.
Pensemos por favor...
Um feliz e maravilhoso Ano Novo de 2010.
















